sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Discografia do Duran Duran

DURAN DURAN(1981)
Planet Earth
Girls on film
Anyone out there
Careless memories
Night boat
Sound of thunder
Friends of mine
Tel Aviv (Instrumental)

RIO(1982)
Rio
My own way
Lonely in your nightmare
Hungry like the wolf
Hold back the rain
New religion
Last chance on the stairway
Save a prayer
The chauffeur

SEVEN AND THE RAGGED TIGER(1983)
The reflex
New moon on monday
(I'm looking for)cracks in the pavement
I take the dice
Of crime and passion
Union of the snake
Shadows on your side
Tiger tiger(Instrumental)
The seventh stranger

ARENA(1984)
Is there something I should know?
Hungry like the wolf
New religion
Save a prayer
Wild boys
The seventh stranger
The chaffeur
Union of the snake
Planet earth
Carelles memories

NOTORIOUS(1986)
Notorious
American science
Skin trade
A matter of feeling
Hold me
Vertigo(Do the demolition)
So misled
Meet el President
Winter marches on
Proposition

BIG THING(1988)
Big thing
I don't want your love
Alll she wants is
Too late Marlene
Drug
Do you believe in shame?
Palomino
Interlude one(Instrumental)
Land
Flute interlude(Instrumental)
The edge of America
Lake shore driving(Instrumental)

DECADE(1990)
Planet earth
Girls on film
Hungry like the wolf
Rio
Save a prayer
Is there something i should know?
Union of the snake
The reflex
Wild boys
A view to a kill
Notorious
Skin trade
I don't want your love
A matter of feeling

LIBERTY(1990)
Violence of summer(Love's taking over)
Liberty
Hot head
Serious
All along the water
My Antartica
First impression
Read my lips
Can you deal with it?
Venice drowning
Downtown

THE WEDDING ALBUM(1993)
Too much information
Ordinary world
Love voodoo
Drowning man
Shotgun
Come undone
Breath after breath
Umf
None of the above
Femme fatale
Shelter
To whom it may concern
Sin of the city

THANK YOU(1995)
White lines
Iwanna take you higher
Perfect day
Watching the detectives
Lay lady lay
911 is a joke
Success
Crystal ship
Ball of confusion
Thank you
Drive by
I wanna take you higher again

MEDAZZALAND(1997)
Medazzaland
Big bang genaration
Electric barbarella
Out of my mind
Who do you think you are?
Silva halo
Be my icon
Buried in the sand
Michael you've got a lot to answer for
Midnight sun
So long suicide
Undergoing treatment

NIGHT VERSIONS:THE ESSENTIAL DURAN DURAN(1998)
Planet earth (night version)
Girls on film (night version)
My own way (night version)
Hungry like the wolf (night version)
Rio (12" dance version)
New religion (night version)
Hold back the rain (remix)
Is there something i should know? (monster mix)
Union of the snake (monkey mix)
The reflex (dance mix)
Wild boys (wilder than wild boys mix)
New moon on monday (extended mix)

GREATEST(1998)
Is there something i should know?
The reflex
A view to a kill
Ordinary world
Save a prayer
Rio
Hungry like the wolf
Girls on film
Planet earth
Union of the snake
New moon on monday
Wild boys
Notorious
I don't want your love
All she wants is
Electric barbarella
Serious
Skin trade
Come undone

STRANGE BEHAVIOUR(1999)
Planet earth (night mix)
Girls on film (night version)
My own way (night version)
Hungry like the wolf (night version)
Hold back the rain (remix)
Rio (carnival version)
New religion (carnival version)
Is there something i should know (monster mix)
Union of the snake (the monkey mix)
New moon on monday (extended version)
The reflex (dance mix)
Wild boys (wilder than wild boys mix)
Notorious (extended mix)
Skin trade (stretch mix)
Meet el presidente (12" version)
American science (chemical reaction mix)
I don't want your love (dub mix)
All she wants is (u.s. master mix)
Violence of summer (power mix)
Come undone (come undub)
Love voodoo (sidney street 12" mix)
Too much information (12" jellybean mix)
None of the above (drizabone 12" mix)
Drowning man (d:ream ambient mix)

POP TRASH(2000)
Someone else not me
Lava lamp
Playing with uranium
Hallucinating elvis
Starting to remember
Pop trash movie
Fragment
Mars meets venus
Lady xanax
The sun doesn't shine forever
Kiss goodbye
the last day on earth

ASTRONAUT
(Reach Up for the) Sunrise
Want You More!
What Happens Tomorrow
Astronaut
Bedroom Toys
Nice
Taste the Summer
Finest Hour
Chains
One of Those Days
Point of No Return
Still Breathing

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

BIOGRAFIAS

A-HA
O A-ha foi formado em 1983 quando Mags e Paul (que já se conheciam desde crianças) conheceram Morten, que já tinha uma banda com o irmão Hakkon. Assim, os 3 gravaram demos e foram para Londres procurar gravadoras. Depois de ouvirem muitos "nãos" eles gravaram seu primeiro álbum, o Hunting High and Low e fizeram muito sucesso com o clip da música Take on me, em 1985, muito premiado ganhando todos prêmios de clip do ano, foi eleito pelo público, numa votação da VH-1, com mais de 100 mil participantes, como o terceiro melhor clip de todos os tempos. Take on me, também foi seu single de maior sucesso, chegando a atingir o top em nove países. Esse single também conseguiu outro feito, saíram duas versões em dois singles diferentes, eles ocuparam o primeiro e o segundo lugar ao mesmo tempo na parada na Noruega. Depois disso, The Sun Always Shines on TV, foi outro grande sucesso, o único single do A-ha a conseguir o primeiro lugar top Oficial inglês (Take on Me foi o primeiro do top da NME, mas não liderou o oficial). Singles esses com muitas versões, 12", remixes, dubs, e sempre ótimas versões, eles são o marco do technopop norueguês, com suas pitadas New Romantics, mesmo após quase decretada a morte do estilo na Inglaterra em 84, mas como o Alphaville na Alemanha, o A-ha correspondia a essa movimento, podemos chamar talvez de pós-new romantic, embora a característica seja bem parecida, letras ultra-românticas, sintetizadores de primeira qualidade em todas as músicas, o A-ha foi um dos marcos do technopop na segunda metade da década de 80.Após esse estouro com Take on Me, ganharam muitos prêmios, inclusive um Grammy, gravaram outro ótimo álbum, Scoundrel Days, compuseram o tema de um filme do 007 - The Living Daylights, que após o single saiu no álbum Stay on These Roads em 88. No ano seguinte fizeram sua primeira tour sul-americana, fazendo vários shows inclusive no Brasil (hoje há uma campanha aberta para trazê-los de volta, participe!). East of the Sun, West of the Moon, foi aclamado pela crítica. Dois álbuns foram lançados exclusivamente na discografia brasileira, On Tour in Brazil, e Best in Brazil. Mas não soi só aqui que ganharam coletâneas, em Headlines And Deadlines, encontramos seus maiores hits internacionais até então. Depois lançou Memorial Beach, e em 2000 gravaram seu sexto álbum, o Minor Earth, Major Sky.Um pouco sobre cada um...Morten Harket: O líder e vocalista do A-ha nasceu dia 14/09/1959 em Kongsberg, Noruega. Sua mãe, Henny, é professora e seu pai, Reidar, é médico. Morten tem 3 irmãos: Gunvald, Hakkon e Kjeitil e uma irmã, Ingunnd. Morten já estudou teologia, faz coleção de borboletas e orquídeas e adorava subir em árvores quando criança. Foi casado com Camilla Malqmist com quem teve 3 filhos.Pal Gamst Waaktaar: O guitarrista da banda, hoje Paul Waaktaar-Savoy, nasceu em 06/09/61 em Oslo, capital norueguesa. Ele tem apenas uma irmã, Tongve. Paul é tão tímido que seu primeiro beijo foi aos 18 anos! Hoje está casado com a norte-americana Lauren Savoy desde o dia 21/12/1991 e com quem tem um filho, Augie, que nasceu em 03 de agosto de 1999.Magne Furuholmen: O tecladista do grupo, mais conhecido como Mags, nasceu dia 01/11/1962 também em Oslo. Seu pai, Kaar, músico como ele, morreu em um acidente de avião quando Mags tinha apenas 05 anos. Sua mãe, Annelise, secretária, casou-se novamente e teve mais dois filhos: Torstein e Trygve. Magne tem uma irmã legítima, filha de seu pai,a Leena. Além da música ele também tem paixão por pintura e está casado com sua primeira namorada, Heidi, com quem tem dois filhos.

ALPHAVILLE
O New Romantic, mostra que não era só para ingleses, embora passado parte do auge do New Romantic inglês, começaram a surgir bandas em outros países que faziam aquele estilo dos idos de 80 e 81. O Estilo dominou a Europa até 84, mas seu auge se encontra em 81 e 82 na Inglaterra. Na terra do Kraftwerk, surge então uma banda, que como as inglesas, totalmente influenciadas pelo Kraftwerk que inventaram o New Romantic (Romantismo do século 19, com os sintetizadores do séc 20), numa alquimia desde a melancolia ao look ultra-futurista, um movimento que se preocupava com o que tocar, tinha o máximo de atenção com o que vestir, e mais ainda, que visual deveriam ter para os fãs. Sem dúvida nenhuma o New Romantic é o estilo que mais se preocupou com o visual, aliás visual fúlgido e andrógino diga-se de passagem, é o estilo mais marcante da década de 80. Na Alemanha como não podia demorar muito, já no final de 81, Marian Gold and Bernhard Lloyd, juntos participam de um show com com mais 5 outros artistas da Nelson Community. E finalmente em 1982 surge a primeira banda New Romantic alemã. - Pô, se os ingleses inventaram um novo estilo só ouvindo Kraftwerk, por que nós que somos do mesmo país que esses gênios da músicas, não podemos também fazer sucesso fazendo New Romantic!... E a resposta veio logo, em 82 já quase no final do NR na Inglaterra, começa então na Alemanha, mais precisamente na cidade de Münster, uma banda semi-desconhecida, chamada Forever Young. Aliás um nome perfeito para quem tentasse garantir a sobrevivência dos NRs por mais alguns anos. Mas não durou muito e logo, como típicos NRs, encontraram um nome bem futurista pra banda. Do filme de Jean-Luc Goddard: Alphaville, a cidade do futuro. Os cidadãos de Alphaville são pessoas que sempre aparecem nas letras da banda, em situações bem típicas, como numa mitologia, vão aparecendo os personagens e suas histórias, detalhe importantíssimo das letras da banda, como se fosse realmente uma história, talvez nunca ninguém tenha feito toda a sua carreira musical contando uma história, descrevendo as pessoas, e o mundo tão futurista, uma mistura de Homero e Isaac Azimov. Bem essa é uma das bandas mais futuristas dos anos 80, com uma preocupação impecável com o que cantar, como se vestir, e como fazer o ouvinte viajar de verdade pelas suas músicas. Uma viagem da mitologia ao futuro fantástico. Sempre com muitos sintetizadores, teclados, computadores e ideologia, socialistas, é claro.
Na formação com o nome de Forever Young, encontramos Gold, Lloyd e Frank Mertens, em 83 fazem seu último show (só voltaram a tocar depois em 93). Então em janeiro lançam o que seria um dos melhores singles dos anos 80. A maravilha techno-neon-ligths-oriental: Big in Japan, na versão do single 12", então no final do ano, torna-se um dos mais bem feitos remixes da década. Com um teclado esplendoroso, apaixonante, música de ótima qualidade, vocal extremamente bem ritmado, aliás são desse ano os melhores trabalhos da banda. Big in Japan é isso, um apelo techno-gay profundamente bem feito, que enfeitiça qualquer ouvido atento, como uma canção de amor, luzes de neon, moda, manequins, declarações e revelações, hehe..., bem no estilo da androginia NR inglesa. A melhor música da banda. logo após lançam Sounds Like A Melody, essa sim, com um rítmo impecável, os eletrônicos aparecem com maior destaque, a variação de tom de voz vai aos limites, que anos mais tarde iria influenciar bandas como o A-ha (banda technopop norueguesa). O destaque é romantismo com que cantam, letra muito bem trabalhado, no final uma aceleração num rítmo bem próximo ao prazer limítrofe, chegando ao extâse final da música como acontece a música inteira num caráter bem emotivo, aliás mostram nessa sequência o quanto são músicos extremamente competentes, teclado inesquecível, e que letra! Mas seu grande hit ainda estava por vir, não muito mais tarde. Para ser mais preciso em setembro lançam seu 3º single, e conseguem um feito bem raro, os 3 melhores singles da banda serem os 3 primeiros, aliás esse deu notoriedade internacional pra banda, antes mesmo sequer de lançar um álbum. Forever Young emplaca, nos charts de toda a Europa e vira hino de meados da década de 80. Maravilhosa, mesmo tendo virado 'carne de vaca', temos de reconhecer que é uma das músicas mais bem compostas de todos os tempos, aliás a letra, como sempre no Alphaville, é algo admirável, o admirável mundo novo de Alpahaville, a cidade do futuro. Forever Young, é o romantismo, o questionamento do mundo em que vivemos, o encontrar uma razão pra viver, e até se perguntar por que as pessoas morrem... Maravilhosa. Um hino da música eletrônica, talvez a que mais fez sucesso, com toda garantia de qualidade. Então em outubro, com tanto sucesso, não havia mais como adiar o lançamento de um álbum, e capricharam, lançam o álbum Forever Young, super technopop. A primeira música é a maravilha A Victory of Love, com um vocal flutuante do mais grave, sério, lento ao mais agúdo, emotivo e rápido, acompanhando o rítmo dos teclados (característica bem Gary Numan), que aliás anos à frente o A-ha copiaria mais uma vez, aliás se prestarmos bem atenção nessa primeira fase do Alphaville, vamos descobrir de onde vem aquele som do A-ha, o problema é que no Brasil, nos acostumamos a ouvir a cópia e gostar mais da sequência de influenciados, vide A-ha (Alphaville), Information Society (OMD e Depeche Mode do começo da década) e Sigue Sigue Sputinik (Alguns remixes experimentos do Soft Cell, Thomas Dolby no início), 3 bandas que venderam mais discos no Brasil do que em seus países de origem, que outras bandas interncionais fizeram mais de 20 shows no Brasil, apenas as 3, e pelo contrário no Brasil as que estão parenteses jamais alcançaram 1/10 do que vendem em seus países. Mesmo no Brasil o U2 e o Duran Duran teriam público para fazer 20 shows pelo menos, mas como faziam muito mais sucesso lá fora... Claro a culpa sem dúvida é da nosa mídia, que nunca tocou o que realmente tinha qualidade, mas o famoso jabaculê. Infelizmente muitos brasileiros não tiveram a oportunidade de conhecer o Alphaville no seu auge em 84. Após a vitória do amor temos o melhor verão que Berlim já conheceu, Summer in Berlin, e a eletrônica toma conta da banda. Uma nova versão de Big in Japan, dessa vez com uma introdução mais longa, e sem os solos de teclado da versão do single. Sounds Like a Melody e Forever Young, também estão no álbum, além de outro grande destaque do álbum, aliás o qual seria o próximo single da banda em janeiro de 85, com muita eletrônica, introdução de sequencers, rítmos eletrônicos, vocais bem ritmados - The Jet Set. Esse primeiro álbum se mostra até o limite, technopop. Bem carregado de ultra-romantismo e sequenciadores.
Big in Japan (12")
Sounds Like a Melody (12")
A banda então tem uma baixa. Frank Mertens deixa a banda, em seu lugar entra Ricky Echolette, mas a banda tem realmente um baque e perde um pouco da qualidade sonora, embora Ricky fosse um excelente tecladista. Então a banda recebe o nome de Alphaville, a cidade de Goddard, e então gravam a trilha sonora do filme Der Bulle und das Müdchen e participam do projeto Band For Africa, enquanto na Inglaterra participavam, Ultravox, Bronski Beat e Simple Minds, e o Test Department ia além, começava uma turnê européia de arrecadação para o fundo de greve dos mineiros ingleses em greve há meses e enfrentando heroicamente o governo repressor e assassino de Margareth Tatcher, anos mais tarde o Depeche iria cantar New Dress (no álbum Black Celebration) e o Smiths cantaria The Queen is Dead, ambas uma declaração de guerra à nobreza inglesa. Viva as bandas engajadas dos anos 80, e o Alphaville, também é daquelas que como todas New Romantics e eletrônicas dos anos 80 tinham uma preferência de regime... socialistas.
Em 1986 ainda se encontram num momento de inspiração incrível. Em abril, chega às lojas o maravilhoso single, Dance with me, eletrônica, romantismo, vocais melancólicos, é o Alphaville, é o mesmo ainda. Que teclados. Aliás sequência de teclado também chupada uma década mais tarde, pela banda Terminal Choice, na música Flesh in Chains, faixa que se encontra na coletânea alemã 80 x 90 - Zwischenfall 2, claro que numa textura bem mais pesada, num EBM bem 90, mas com a sequência de teclados chupada de Dance with Me. Mais uma vez capricham na letra, rítmo apaixonante e Dance With Me acaba se tornando uma ótima prévia do que seria o álbum seguinte Afternoons in Utopia. Álbum produzido por Peter Walsh (Scott Walker / Simple Minds) e Steve Thompson (que produziria mais tarde o A-ha e já produzira David Bowie). Ainda antes do álbum temos o ótimo single Universal Daddy. Então em junho lançam o qual seria um dos álbuns mais bem feitos da banda, Afternoons in Utopia, mais uma vez a eletrônica e a linha socialista são os destaques do álbum. Melodias bem cuidadas, letras perfeitas, numa textura bem trabalhada, o primeiro álbum com a nova formação parece que manteve boa parte da qualidade da banda, embora não tenha atingido o mesmo sucesso do primeiro (ainda com Mertens), mesmo porque o New Romantic já não estourava mais na Inglaterra, mesmo assim, com a mesma vestimenta New Romantic saem vários singles desse álbum. Além dos 2 primeiros, ainda se destacam nesse maravilhoso álbum: Jerusalem, Sensations e por último Red Rose, outro grande sucesso da banda. Sem contar a perfeição de músicas que injustamente não saíram também em single, como Lassie Come Home inacreditavelmente leve, doce, suave e cativante, e a própria Afternoons in Utopia que conta com uma sequência de teclados, uma sonoridade, que anos mais tarde influenciaria até a Enya, que confessa ter sido muito influenciada por este álbum do Alphaville. Vale dar uma ouvida e ver o grande mentor eletrônico da Enya, que também é maravilhosa. A música do Alphaville é a marca de uma década em que a eletrônica, o romantismo e os ideais socialistas dominaram a música. The Voyager mostra ser um technopop bem característico que influenciaria as bandas norueguesas de então. Technopop imbatível nesse álbum do Alphaville, para quem gosta de technopop tem a obrigação de comprar esse que é um dos melhores álbuns da banda, e mais alternativo que o primeiro, num casamento da experiência musical com a criatividade. Não esqueçam de conferir a mórbida semelhança de Afternoons in Utopia e as músicas da Enya, totalmente chupadas do Alphaville AIU. Então a banda após o single Red Rose, entra num longo e misterioso silêncio. Em 87 a banda fica meio oculta nas sombras de suas músicas.
Em 1988, é lançada uma coletânea de singles lançados nos eua, com Forever Young, Big in Japan num remix não tão bom como o de 84, Red Rose and Dance with me, todas em 2 versões. Vale a pena conferir pelas versões remixes de Forever Young e Dance with me.
Em 89 Douglas Day Stuart coloca Forever Young como tema em seu filme Listen to me, tendo como ator principal Ron Scheneider. Finalmente ao final do mesmo ano o Alphaville encerra seu silêncio e lança seu terceiro e último álbum de qualidade. Mas já começa a mostrar a nova cara do Alphaville, que perde um pouco da originalidade e criatividade. Com produção de Klaus Schulze, membro fundador do Tangerine Dream, e a sonoridade perde muito dos primeiros álbuns. Não mais tão brilhante ainda se destaca neste álbum que todas as músicas entraram no video Songlines que a banda fez do álbum, chegando até a abocanhar um Oscar, com Middle of Riddle como melhor filme de curta. Só grandes diretores participaram da produção desses vídeos, o diretor de Mysteries of love mais tarde dirigiria O Corvo, a diretora de Summer Rain, Susanne Bier é uma das mais respeitadas cineastas da Dinamarca, e a atriz Sofie Graaböol que faz partticipa do vídeo é a mais famosa atriz da Dinamarca. Deste álbum destacam-se mesmo os grandes video-clips, além das maravilhas Romeos, Misteries of Love e Summer Rain. Nestes primeiros sinais do fim daqueles sons inesquecíveis de meados dos 80, a banda segue o mesmo de quase todas as grandes bandas dos 80, termina a década quase encerrando seus trabalhos. Silencia e se aproxima de seu final, para não fazer o que muitas drogas acabaram fazendo que foi se adaptar à droga grunge e techno.
Assim se encerra a fase de altíssima qualidade da banda, mais 3 anos se passam e a impressão é fim da banda, até quando Marian Gold grava seu álbum solo So long Celeste, e a impressão de fim do Alphaville fica mais forte. Lançam a coletânea definitiva da banda - First Harvest em 92, tudo caminhando para um encerramento, mas eles entram no estúdio e ficam por um ano e meio, isso mesmo um ano preparando o próximo álbum Prostitute que só chegaria às lojas em junho de 94, agora sim a banda acaba musicalmente, mudando completamente de estilo. A única coisa boa de 93 é que a banda depois de 10 anos longe dos palcos (isto é, no auge do sucesso também faziam shows) resolvem tocar em Beiruth.
Fazem uma turnê até até e resolvem lançar em junho de 97 o álbum Salvation, mais uma vez mudando de estilo, a melhor música do álbum é Wishful Thinking, a única que se salva.
No ano passado, a banda gravou um álbum de edição limitada (em fita) apenas para os membros do fã-clube, entitulada History. Algumas dessas músicas são B-sides, algumas ensaios de estúdio, algumas demo-versions, e uma versão maravilhosa de Big in Japan ao vivo. Infelizmente veio um recado na fita: para os membros não efetuarem nenhuma cópia da fita. O que deixa todos os outros fãs apenas na vontade. As músicas da fita são as seguintes: Headlines, Fallen Angel, Big Yellow Sun, Voice of the Dolphins, Dance With Me, She Fades Away, Ariana, Universal Daddy, Jet Set, Big in Japan (live), Islands, Leben Ohne Ende, Forever Young, And I Wonder.
Assim se encerra a história de uma das principais bandas dos anos 80, a pioneira do New Romantic fora da Inglaterra (embora no semi-anonimato encontremos a banda Húngara Electromantic com álbum já em 82, ilustre desconhecida), a primeira banda alemã a entrar de cabeça no technopop depois do Kraftwerk pai e criador do technopop. Incomparável anos 80, até as bandas que continuaram só produziram grandes songs nos 80. Sandra regravou em 84 uma versão em alemão para Big in Japan, sob o nome de Japan ist weiss, Laura Branigan fez cover de Forever Young, que aliás ganhou uma dezena de covers, DJs italianos sob o nome de Capella fazem o cover de Sounds Like a Melody. Mais de 3 bandas de techno fizeram covers para Forever Young e Big in Japan, mostrando onde tudo começou na maravilha dos anos 80, época dos melhores trabalhos do Alphaville. Viva os anos 80!!!!!!!!!!!! Viva a cidade do futuro. New Romantic mundial - Alphaville.

CULT
Originalmente nomeada como Southern Death Cult em 1981, a banda liderada por Ian Astbury (14/maio/1962 - Inglaterra) teve vida curta e apenas um álbum lançado. Com a mudança dos integrantes, início da parceria Ian Astbury e Billy Duffy (12/maio/1960 - Inglaterra) e o lançamento de um álbum, a banda tornou-se Death Cult (1983). Logo seria apenas The Cult e lançaria Dreamtime (1984), primeiro trabalho de uma banda muito eclética e pouco convencional. Na época, as revistas americanas classificaram o The Cult como "muito gótico para o público em geral, muito heavy para os góticos e muito progressivo para os punks". O single Spiritwalker logo alcançou os primeiros lugares nas paradas independentes. Com o segundo álbum Love (1985), The Cult conseguiu projeção mundial, alcançando enorme sucesso com a faixa She Sells Sanctuary.O terceiro album Electric (1987) marcou uma mudança de estilo, de alternativo/punk/gótico para puro rock’n’roll. Sucesso agora em todos os lugares, shows lotados e com a abertura da banda iniciante Guns'n'Roses, a pressão da fama começou a pesar sob membros da banda, particularmente em Astbury, que começava a apresentar problemas com o abuso de álcool. Além disso, a banda sofria com as sucessivas mudanças dos seus componentes. Sonic Temple (1989), produzido por Bob Rock, foi o maior sucesso comercial do The Cult e um dos albuns mais vendidos dos anos 80. Para promovê-lo a banda entrou em turnê e os problemas de Astbury com o álcool pioravam cada vez mais. As músicas Fire woman, Edie (Ciao Baby) e Sweet Soul Sister são tocadas até hoje nas rádios em todo o mundo.
Em 1991, Ceremony é lançado em meio a discussões e discordâncias de Astbury e Duffy sobre a música que o The Cult estava criando. Bem aceito pelos fãs, mas não pela crítica, foi um fracasso comercial. Após a turnê (que inclusive passou pelo Brasil), The Cult não lançou nenhum material novo até 1994 quando The Cult, um album cheio de surpresas, foi apresentado ao mundo. Novamente, Astbury e Duffy reinventam o som da banda e apresentam um album que é pura poesia com música quase pop/eletrônica. Desagradou a muitos fãs, foi completamente ignorado pela crítica e um fracasso comercial. Em 1995, ao final da turnê promocional, depois de um show no Rio de Janeiro, Astbury e Duffy brigam e terminam com o The Cult. Os dois passam a ter projetos solo, mas, em 1999, decidem reatar o The Cult, lançando a música Painted on my Heart, para a trilha sonora do filme estrelado por Nicolas Cage, Gone in 60 seconds. Partem para shows em vários países, são bem recebidos por público e crítica. Em 2001, lançam Beyond Good and Evil, novamente com produção do veterano Bob Rock. É um excelente album de rock'n'roll e, através dele, o The Cult conquistou novos fãs, foi elogiado pela crítica e voltou ao cenário do rock, com uma turnê de sucesso. Infelizmente, em 2002, Astbury e Duffy resolveram dar um tempo com o The Cult e seguem com projetos de carreira distintos.
DISCOGRAFIA / VIDEO:SOUTHERN DEATH CULT – Southern Death Cult (1981)DEATH CULT – Ghost Dance (1983)THE CULT: Dreamtime (1984)Dreamtime Live at Lyceum (1984) CD / VHS Love (1985) Electric (1987) Sonic Temple (1989) Ceremony (1991) The Cult Live at Marquee Club London (1993) Sanctuary MCMXCIII – Part 1 (remixes da música She Sells Sanctuary) (1993)Sanctuary MCMXCIII – Part 2 (remixes da música She Sells Sanctuary) (1993)The Cult (1994) Pure Cult: the singles 1984-1995 (2000) CD / DVD Best of Rare Cult (2000) Beyond Good and Evil (2001) Live Cult - Music Without Fear (2002) VHS / DVD Formação:vocal: Ian Astbury. guitarra: Billy Duffy. segunda guitarra: Jamie Stewart, James Stevenson, Mike Dimkich, Bob Rock. baixo: Jamie Stewart, Haggis, Charley Drayton, Kinley Wolfe, Craig Adams, Billy Morrison. bateria: Nigel Preston, Mark Brzezicki, Raymond Taylor-Smith, Les Warner, Michael Lee, Mickey Curry, Scott Garret, Matt Sorum. teclados: John Sinclair, Benmont Tench, John Webster, Bob Rock, Richie Zito, Scott Humphrey.

CURE
A história do The Cure começa aproximadamente em 1972 quando Robert James Smith, cantor e líder da banda ganha sua primeira guitarra aos 13 anos. Dessa maneira, ele pôde chamar seus amigos de escola Laurent (Lol) Andrew Tolhurst (bateria) e Michael Stephen Dempsey (baixo) para tocarem um pouco e se distraírem da vida estudantil no St. Wilfrid’s Middle School.Os três acabam formando a banda Malice e chegam a fazer alguns shows no Marquee Club, de Londres e no St. Edwards Church Hall. Mas Robert achava que não era tão convincente nos vocais, e acabou chamando 2 irmãos que além de cantarem, se revezavam na guitarra. Infelizmente, os irmãos acabaram não se adaptando, e o trio acabou renomeando a banda de Easy Cure (nome de uma música composta por Lol Tolhurst) e incluíram um guitarrista chamado Paul (Porl) Stephen Thompson e um vocalista fã de David Bowie, Peter O’Toole.Não demoraram muito e entraram em um concurso da Hansa Records, o maior selo independente da Alemanha com uma demo gravada na sala de jantar dos pais de Robert, A banda acaba ganhando o 1o lugar e o dinheiro ganho (£1000) foi investido em equipamentos para pequenos shows nos arredores de Crawley. Nesse meio termo Peter O’Toole anunciou sua saída do grupo para se juntar a um Kibbutz, e Robert acabou reassumindo os vocais.Alguns meses depois, a banda acabou se dirigindo para os estúdios SAV de Londres para gravarem 10 músicas demo, mas nenhuma agradou a Hansa de verdade, ainda mais porque a 1o música escolhida para que fosse lançada seria a música Killing an Arab, baseada no livro ‘O Estrangeiro’ de Albert Camus. Além de não terem simpatizado muito com as demais demos, a gravadora ficou com receio de ofender os árabes com a música e, e em março de 1978, a Hansa acaba desmanchando o contrato da banda.Desempregados e com os sonhos quase desmoronando, Thompson acabou saindo, deixando o Easy Cure como um trio novamente. Dempsey foi trabalhar como porteiro de um hospital psiquiátrico e Tolhurst foi trabalhar em um laboratório químico. Robert, que ainda sonhava em viver da música, mandou uma nova fita demo para as grandes gravadoras, com 4 músicas originais – Boys Don’t Cry, Fire in Cairo, It’s not you e 10.15 Saturday Night – sob o nome de The Cure.Todas as gravadoras recusaram a fita, menos Chris Parry, um tipo de caça talentos da Polydor. Ele produzia o The Jam e o Siouxsie and The Banshees, e estava procurando bandas para criar seu próprio selo chamado Fiction.Chris Parry foi assistir um show da banda após conhecê-los em seu escritório, e ofereceu um contrato de 6 meses, que foi assinado em setembro de 1978. Depois de alguns shows, eles estavam prontos para lançar as músicas Killing an Arab/10.15 Saturday Night como single. Como a Polydor recusou vender qualquer coisa do The Cure antes do Natal, Chris não teve outro jeito senão lançar o single por um selo independente chamado Small Wonder. Teve uma ótima repercussão dos jornalistas, mas as demais pessoas não tiveram tempo para digerir a música e começaram a soltar boatos de que a música tinha cunho racista, rótulo que desmentem até hoje.Depois de mais shows e mais gravações, estavam prontos e lançaram o álbum Three Imaginary Boys em maio de 1979. Robert cantou em todas as faixas, menos em Foxy Lady, cantada por Dempsey. Até hoje, essa é a única faixa em que Robert não canta.Em junho, eles lançaram Boy’s Don’t Cry/Plastic Passion, mas o single não obteve um sucesso tão estrondoso como o 1o single. Nesse meio termo, Robert Smith resolveu criar um selo próprio, a Dance Fools Dance, com a colaboração do baixista Simon Jonothan Gallup, que mais tarde se uniria ao projeto Cult Hero.Com a popularidade em alta, Robert Smith acaba conhecendo o baixista do Siouxsie and The Banshees, Steve Severin. Eles se dão tão bem que ele convidou o Cure para fazerem uma turnê junto com os Banshees no Reino Unido. Logo depois, John Mckay (guitarrista) e Kenny Morris (bateria) deixam a banda, e Robert se oferece para tocar durante a turnê, e logo acaba sendo chamado para ser o guitarrista oficial.Michael Dempsey acaba saindo do Cure, alegando diferenças musicais. Simon Gallup, que estava no projeto de Robert acaba substituindo Dempsey, e Matthieu Aiden Hartley entra como tecladista da banda. No começo de 1980 eles retornam ao estúdio para gravarem o que seria o álbum Seventeen Seconds.Esse álbum retrata uma fase em que Robert se viu impotente e vulnerável em relação à morte, onde percebeu que não seria jovem pro resto da vida. Hartley, insatisfeito com o caminho sombrio que a banda estava tomando e tendo algumas discussões com Robert, resolveu sair da banda no final da turnê.
O próximo álbum, Faith, concretizou algo que Robert estava procurando, que era despertar o sentimento de melancolia e de vazio que estava sentindo desde o álbum anterior. Até críticos especializados chegaram a comparar um show deles com uma cerimônia religiosa. Não ajudava o fato de que o irmão de Simon, Ric, colocou como filme de abertura "Carnage Visors", já que era um filme completamente sombrio. Toda a trilha sonora do filme foi elaborada pelo Cure e foi distribuído como B Side da fita cassete de Faith.Estava sendo uma turnê muito difícil, onde a banda brigava muito entre si e o público andava muito hostil. Para piorar, receberam a notícia de que a mãe de Tolhurst, muito doente, acabara de falecer. Eles então voltaram para a Inglaterra e no funeral, colocaram uma fita do show como homenagem póstuma. Apesar da tristeza, Tolhurst disse que o melhor a fazer para superar era continuar com a turnê, que não melhorou. Robert então gravou o single de Charlotte Sometimes/Splintered in Her Head com o diretor Mike Mansfield.No final de novembro de 1981, Robert estava determinado a dar o nome de Pornography ao novo álbum, que estava bem mais agressivo, raivoso e criticava a hipocrisia moral da sociedade. Muitas das letras foram criadas nas viagens alucinógenas junto com Steve Severin, que sob efeito de drogas pesadas, perdeu totalmente a noção do que era real e do que era ficção por alguns meses. Não havia mais o sentimento de unidade, de companheirismo, e assim que acabou a turnê, Simon sai da banda após uma briga feia com Robert.Mas mesmo assim, eles lançam o single The Hanging Garden/Killing na Arab (live).Robert e Lol decidem tirar umas férias, e quando Robert volta, grava junto com Steve Severin um single chamado Lament. Quando finalmente Lol retorna da Europa, Chris Parry diz para gravarem um single que fosse totalmente contra o estilo de Pornography. Então o single Let’s go to bed/Just one kiss foi lançado. Robert achou que esse single não condizia com a banda, e acreditava que assim estava traindo seus velhos fans, ameaçando até a lançar o mesmo sob o pseudônimo de "Recur".No final, o single teve uma boa repercussão e o clipe foi dirigido por Tim Pope. Foi o começo de um longo relacionamento com o diretor.Em 1982, o guitarrista do Siouxsie and The Banshees, John McGeoch, acaba saindo da banda por estafa e Robert assumiu seu posto como membro fixo da banda, fazendo turnê em 1983 no disco ao vivo Nocturne, fazendo até uma cover dos Beatles chamado Dear Prudence.Já que tinha um contato maior com Steve Severin, Robert acabou fazendo um projeto com ele, e junto com a vocalista Jeanette Landrey formaram a banda The Glove, lançando o álbum chamado Blue Sunshine. Siouxsie também não ficou pra trás, e junto com Budgie, ex-baterista dos Banshees, lançou o também projeto Creatures.Robert já não estava tão feliz com o curso da banda, e quase desistiu de ir apresentar 2 músicas no BBC’s Oxford Road Show. Mas se apresentar ao vivo o animou, e fez com que não negligenciasse tanto a banda como tinha feito nos últimos tempos. Com Derek Thompson (baixo) e Andy Anderson (baterista), lançou o single The Walk/The Dream, e depois, como Phil Thornalley substituindo Derek, lançou o Japanese Whispers, compilação dos singles lançados anteriormente e seus B Sides. O ano de 1984 estava sendo muito complicado para a banda, apesar de aparentar o contrário.Robert, junto com os Banshees lançaram nesse ano um album inédito chamado Hyaena. Mas estava sendo complicado ser o líder do Cure, ajudar Tim Pope com seu single "I want to be a tree" e ser guitarrista do Siouxsie ao mesmo tempo, então ele resolve parar de excursionar e tocar com os Banshees e se dedicar apenas às gravações do The Top. Enquanto isso, reuniu algumas gravações de turnês e demos, e compilou tudo no álbum Concert.O álbum The Top foi o mais turbulento do Cure. Robert escreveu as letras sob efeito de drogas, e a confusão reinava na banda. Numa das turnês, Robert se desentendeu feio com o baterista Andy e num acesso de raiva, o demitiu. Chegou aos EUA sem baterista quando Phil contatou Vince Ely, do Psychedelic Furs para tocar mas ele só poderia permanecer por 2 semanas. Então Phil contatou Boris Williams, fundador do Thompson Twins para um pequeno teste de adaptação, onde ele concluiu e se tornou um membro oficial.Phil acabou saindo da banda por vontade própria, já que ele queria seguir uma carreira solo. Robert então chama Simon de volta, que fazem as pazes e volta para a banda.Lançam o single Inbetween Days, que marca uma nova era da banda, o álbum The Head on The Door. Logo depois, lançam outro single do álbum, Close to Me/A Man Inside My Mouth.Com o contrato expirando, Robert resolve lançar um álbum só de compilações, afinal, eles já tinham lançado muita coisa boa. Surge então o álbum chamado Standing on a Beach, com uma nova remixagem de Boys Don’t Cry. Por incrível que pareça, ela voltou às paradas de sucesso.Depois de algum tempo sem lançar nada novo no mercado, o Cure reaparece com um novo single, Why Can’t I Be You/A Japanese Dream em 1987, e logo depois, o álbum duplo Kiss me Kiss me Kiss me. Roger O’Donnel, ex-tecladista do Psychedelic Furs acaba entrando para a formação da banda já que Lol não estava se empenhando tanto nas turnês. Um pouco depois, na turnê européia, é lançado o single Just Like Heaven/Snow in Summer, considerada a melhor canção pop da banda.1988 foi um ano em que Robert teve que provar a todos sua força interior. Apesar dele ter alegrias, como finalmente ter se casado com Mary Poole depois de 14 anos de namoro, teve que superar um incêndio em sua casa, onde perdeu todos seus pertences, menos suas letras de música. As letras eram a coisa que ele mais se importava, e seus amigos não economizaram forças para resgatá-los no meio do fogo.Não suficiente, Lol continuava sendo "folgado" com a banda, indo nos ensaios apenas para pegar o contra-cheque. Robert se cansa dessa atitude nem um pouco profissional e o demite da banda, acabando com sua amizade de muitos anos.Eles lançam os singles Lullaby/Babble e Fascination Street/Babble (essa última apenas nos EUA) em abril de 1989, e logo após, lançam finalmente Disintegration, considerado pela maioria dos fans como o melhor álbum da banda. Nesse momento começa a lendária turnê Prayer Tour, com todos os lugares por onde passavam com a lotação esgotada, desde a Europa até os EUA. Mas um boato estava circulando de que essa seria a última turnê da banda, que se consolidou quando Robert disse "I’ll never see you again" em um dos shows de Mansfield, EUA. Ao voltarem para a Inglaterra, se refugiaram da mídia, e e todos os casos, era realmente o fim da banda.Depois de um tempo fora da mídia, lançam o single de Pictures of you e aceitam tocar no Glastonbury Festival, que acontece todos os anos na Inglaterra. Perry Bamonte, vulgo Teddy, substitui Roger nos teclados, já que ele saiu por desentendimentos com Simon e Boris. Perry não era alguém estranho para os membros, já que era roadie da banda havia alguns anos.Nesse ano eles também estavam estreando a própria rádio pirata, a Cure FM, onde eles iriam transmitir em primeira mão o single Never Enough/Harold and Joe, do álbum de remixes chamado Mixed Up. Não foi um grande sucesso dentre os fans, mesmo Robert dizendo que é muito mais do que um simples álbum de remixes, já que, podemos exemplificar, a música A Forest do 17 Seconds teve de ser refeita porque sua fita master foi danificada num acidente.Foi feita também o Acústico The Cure (Unplugged), e lançado no mercado 2 vídeos: Picture Show e Play Out. No intervalo do lançamento desses vídeos, foi lançado o single High/This Twilight Garden do álbum Wish, que é conhecido não apenas como o álbum do single Friday I’m in Love/Halo mas também como a que possui mais guitarras, afinal eram 3 guitarras ao todo (Perry, Robert e Porl). Eles também fizeram uma música especialmente para o filme O Corvo, chamado Burn.Foram lançados 2 álbums ao vivo pós Wish, Show e Paris, o último com as músicas mais underground da banda antes da saída de Porl da banda, por motivos pessoais, e Boris por querer trabalhar junto com a banda da namorada Babacar.Sem um baterista e um guitarrista, a banda mais uma vez sofreu remodelagem. Perry, que estava dividido na função de tecladista e guitarrista acabou se firmando mesmo nas guitarras e Roger foi chamado novamente para preencher a vaga de tecladista. Ele percebeu que as mágoas que possuía em 1989 não eram mais os mesmos, e resolveu esquecer esse assunto. No entanto, não foi fácil encontrar um baterista da mesma maneira. Foi feito então um anúncio no tablóide musical Melody Maker recrutando bateristas para preencher uma vaga numa banda famosa. Jason Copper foi selecionado e preenche a vaga até hoje. Ness período também foi feito uma música - Dredd Song - para o filme do Stallone Judge Dredd (O Juiz) além de uma cover de David Bowie de Young Americans.Depois de 4 anos sem qualquer música inédita, o Cure resolve inovar lançando como 1o single a música The 13th/Adonais/It used to be me/Ocean, com B Sides diferentes de acordo com o país que era lançado. O álbum foi chamado de Wild Mood Swings, e logo de cara se percebe que foi bem menos aceito que seu antecessor, Wish. De fato, o álbum tinha uma sonoridade bastante peculiar para qualquer fan do Cure, até mesmo para quem começou a ouvir com o álbum Wish.Mais tarde, com a aproximação de Robert e Reeves Gabrels, guitarrista de David Bowie, é lançado um single chamado Wrong Number, que foi usado como suporte na 2o coletânea chamado Galore, na mesma linha de Standing on a Beach. Foi lançado a cover de World in my Eyes do Depeche Mode numa coletânea de tributo ao Depeche Mode, e so bo nome de Cogasm (COoper, GAbrels e SMith), o single A Sign from God para a trilha do filme Orgazmo.O último álbum inédito do Cure é o Bloodflowers, lançado em fevereiro de 2000, que fechou uma trilogia que começou em Pornography e continuou no Disintegration. Esse álbum teve muito mais aceitação que seu antecessor Wild Mood Swings. Têm como 1o single a música There is no If onde Robert expõe a angústia de estar apenas no Cure e não fazendo outra coisa, apesar das idéias contrárias a isso. Ele tinha uma meta, de que aos 40 anos ele iria estar fazendo qualquer outra coisa a não ser estar no Cure, e pelo jeito ele deu um "tempo" para a banda, que encerrou a Dream Tour e está de recesso. Ou pelas palavras de Robert, ela está acabada. Ele então tratará de lançar o tão esperado álbum solo que gravou, mas que isso não signifique que o Cure nunca mais iria se reunir novamente. Provavelmente os membros do Cure irão ajudar no álbum solo que Robert está pronto para lançar. Se bobear, eles estarão de volta novamente tão logo acabar seu humor confuso. Robert Smith é assim, famoso por suas ambigüidades e falas desencontradas. Talvez essa seja a receita do sucesso que ele possui nesses mais de 24 anos de experiência no Cure.

CULTURE CLUB

Poucos grupos dos 80 tiveram o sucesso, o impacto e a popularidade como os new romantics do Culture Club. Durante o início dos anos 80, o grupo emplacou vários hits nas paradas tanto do Reino Unido quanto dos Estados Unidos, bem como teve várias de suas músicas executadas em diversos países do mundo. A atitude, as letras que falavam de amor de uma forma ousada e diferente, revelando de forma explícita os rumorosos casos de amor de seu vocalista, Boy George, levava as pessoas a admirarem de forma diferente a música pop. Com mais lirismo, mais amor...Mas não eram apenas as letras o diferencial da banda. Embora as músicas já tivessem nascido destinadas ao sucesso, outro aspecto chamava a atenção. As roupas e maneira como Boy George se maquiava, aumentavam o grau da postura das bandas New Romantics. Enquanto algumas bandas utilizavam maquiagem discreta, Boy George assim como Steve Strange do Visage, carregava no visual e se transformava em uma verdadeira mulher. Um prato cheio para a MTV, que adorou o visual, e o público que se identificou perfeitamente com o New Romantic. A influência da geração glitter que apenas tinha respingado em todas as outras bandas da new wave, tinha mais força no Culture Club e nos new romantics. Ao contrário do que a maioria pensava no início, toda essa indumentária não se tratava de jogo de cena ou estratégia de marketing. Essa era a postura real do líder da banda.Apesar de ser uma banda que surgiu em meio ao movimento que revelou bandas como Duran Duran, Spandau Ballet e Visage, o Culture teve um sucesso mais instântaneo do que outras bandas da época. Esse sucesso instântaneo também se revelou efêmero, uma vez que a mesma MTV que celebrou o seu surgimento, acabou por deixar a banda de lado, em virtude das crises de Boy George. Os problemas pessoais entre os membros da banda e o envolvimento de Boy George com drogas causou a separação em 1985, deixando para trás, um rastro de clássicos new romantics lançados em pouco mais de 3 anos. Boy George nasceu como George O’Dowd em 14 de junho de 1961, filho de um gerente de uma academia de boxe e de uma dona de casa. Na adolescência, ele se sentiu atraído pelo som da banda T. Rex, mais especificamente pelo líder desta banda, Marc Bolan, que levou à cabo os ensinamentos de David Bowie no que se refere ao glam rock. Boy admirava o jeito andrógino e maneira como Marc Bolan se apresentava, além de se identificar imediatamente com o som da banda. Boy também passou a consumir tudo o que se referia à fase Ziggy Stardust e Alladin Sane de David Bowie. Ele chegou a declarar em uma entrevista que, quando viu Bowie na capa do disco Alladin Sane, ter descoberto quem seria na verdade.
George era frequentador assíduo dos clubes e danceterias de Londres, entre elas, o Blitz, onde surgiu do movimento. Casas onde podiam-se ouvir aquelas bandas que iniciavam o New Romantic no final dos anos 70. Ali, ele tomava contato com bandas como ABC, Human League, Spandau Ballet, Visage, Ultravox e outras. Foi no Blitz que Boy George conheceu Marilyn e Martin Degville (que fundaria no meio dos anos 80 o Sigue Sigue Sputnik). George se tornou figurinha fácil nestes clubes e, graças as suas mais novas companhias que o levaram a mostrar seu estilo, acabou ficando conhecido também entre os estilistas. Foi assim que em 1981 George conheceu Malcom McLaren, que já tinha obitido sucesso com a criação do Adam and the Ants. Malcom, convidou George a integrar a primeira formação do Bow Wow Wow. George ficou poucas semanas na banda. George não estava gostando da maneira como Malcom ditava ordens e resolveu sair do grupo.Devido à má recepção do nome da banda, eles decidiram mudar para Culture Club. Junto com essa mudança veio outra, a troca do guitarrista Jon Suede por Roy Hay que era ex menbro do Russian Bouquet. No fim de 81 eles apresentaram a sua demo para a EMI que recusou. No início de 82 procuram a Virgin Records, que enxergou o talento da banda e fechou um contrato com eles, lançando o single White Boy ainda no início daquele ano. A música não fez muito sucesso, assim como o outro single I’m afraid of me que também foi lançado naquele ano. Apesar da música da banda não ir bem, as revistas de moda comentavam cada vez mais sobre o vocalista da banda, que se vestia com excentricidade. No outono daquele ano, a banda lançou outro single: Do You Really Want to Hurt me que foi direto para o topo das paradas de sucesso no mundo inteiro, juntamente com Time (Clock of the Heart). Kissing to be Clever, o álbum de estréia, já alcançava os primeiros lugares também na vendagem de discos.
O segundo album, Colour by Numbers, foi lançado em 1983. Já nessa época eles eram a banda new wave mais tocada nos EUA e na Inglaterra. Karma Chamaleon, foi hit dos dois lados do Atlântico. Ainda em 1984, a banda lançou os singles It’s a Miracle e Miss me Blind que também foram hits. Em outubro de 1984 eles lançaram o terceiro álbum Wakin' up with the House on Fire. O primeiro single deste álbum foi The War Song que foi muito bem recebido pelos britânicos pois a música entrou direto no segundo lugar das paradas. Entretanto, nos EUA a situação foi inversa, com a música chegando apenas entre as 40 mais executadas. Embora a performance não tenha sido de todo má, a banda começou a sofrer pressões por parte da gravadora porque o segundo disco foi platina quádrupla, enquanto o último lançamento ainda não tinha atingido a marca de 1 milhão de cópias vendidas.A banda sai em uma turnê curta pelos EUA em fevereiro de 1985. Após isso, cada integrante da banda procura fazer trabalhos paralelos para se verem livres das pressões na banda, menos o seu vocalista que está cada vez mais afundado na heroína e é manchete diária nos jornais tanto dos EUA como da Inglaterra. Além disso, o seu romance com o baixista Craig que até então tinha se mantido firme, começou a ser abalado devido às constantes crises de Boy George. Todos esses problemas ficaram evidentes quando a banda retornou no início de 1986 para lançar o single Move Away que fez um sucesso modesto em abril daquele ano, ficando apenas 5 semanas nas paradas de sucesso. Veio o quarto álbum From Luxury to Heartache, já sem o mesmo impacto, fruto da destruição da criatividade e capacidade intelectual de George pelas drogas.Os boatos de que Boy George era viciado em heroína circulavam cada vez mais fortes nos tablóides britânicos, o que o levou a anunciar, durante uma entrevista histórica à revista Rolling Stone de julho de 1986, que era viciado em heroína desde 83. No mesmo mês, Boy George foi preso por porte de maconha durante uma blitz em sua casa. Poucos dias depois, o tecladista Michael Rudetski foi encontrado morto na casa de Boy George em consequência de overdose de heroína. Inconformados com a morte do filho, os pais de Michael acusam Boy George de ser o único responsável pela morte do filho.
Enquanto Boy George se tratava em uma clínica de desintoxicação para se livrar do vício de heroína, a banda ia à falência, pois diferente de outros casos, o escândalo sobre a vida do vocalista e a indignação dos pais do tecladista fizeram as vendas dos discos despencarem. Já recuperado Boy Geroge anunciou oficialmente a separação do grupo em 1987, e seguiu em carreira solo.

DARY HALL&JOHN OATES

Daryl Hall (nascido Daryl Franklin Hohl, em 11/10/1949) e John Oates (nascido em 07 de abril de 1949) conheceram-se ainda na faculdade, quando Hall estudava musica e Oates, Jornalismo ainda na Filadélfia, em meados de 1968. Logo em seguida, Hall saiu desta universidade e participou de diversas empreitadas musicais (como por exemplo, Temptones e Gulliver, calcada dentro de um Country - Folk), seguiu como musico de estúdio, fazendo backing vocal para bandas soul da época, a exemplo dos Stylistics e outros mais. Enquanto isso, Oates viajou pela Europa, também trabalhando como musico-suporte (como por exemplo, na banda The Masters) para diversas bandas e cantores. No seu retorno, viu em Hall um compositor, diferente do que havia visto antes, e dispuseram-se a montar o duo, com o intuito de mesclar a Soul Music com o tipo de Rock vigente na época, despertando a atenção de Tommy Motolla, proprietário da Champion Entreintament Organization Co., responsável por empresariar a dupla por longos anos.O debut da dupla deu-se em 1972, com o Álbum While Oates, lançado pela gravadora Atlantic Records, calcado ainda num Country Folk rascante da Filadélfia. No ano seguinte, lançam o Álbum Abandoned Luncheonette, ´ incluindo o hit single "She's Gone" (que, à ocasião, fora regravada por diversos interpretes, como por exemplo Tavares e Lou Raws, e a versão da dupla somente atingiu a Billboard no ano de 1976) e por ultimo, no ano de 1974, lançaram o inconstante War Babies, produzido por Todd Rundergreen, que chegou a ter algum sucesso comercial, mas não o tamanho pelo qual se esperava.Logo em seguida, em 1975 a dupla migra para a gravadora RCA (atual BMG), aonde lança o Álbum "Daryl Hall & John Oates", também conhecido como o Silver Álbum, que consegue emplacar o sucesso "Sara Smile" (#4 Billboard em 1976), dedicada a namorada de Hall, Sara Allen, que seria sua parceira em muitos outros sucessos da dupla, no decorrer dos anos. Durante muito tempo, tanto pela capa quanto pelo encarte, que mostram a dupla bem maquilada, com direito a sombras e blush, foram taxados de gays, apelidando tal álbum de "Gay Álbum", e editando o estilo de musica como o famoso .No ano de 1976, lançam o Album "Bigger than Booth of Us", que consegue chegar ao #1 da America com o Hit Single "Rich Girl" também escrito por Hall. No mais, uma melhora quantitativa no instrumental, baseando-se muito no R&B americano, o que daria a dupla o título de Rock'n Soul. São também deste álbum os sucessos "Do What You Want, Be What You Are", "Kerry", "Back Together Again" e o rock "Room to Breathe".No decorrer da década, surgiram mais álbuns, como Beauty On A Back Street (1977), com a música Why Do Lovers Break Each Other's Heart? e Bigger Than Both Of Us (sim, esta musica deveria constar no Album anterior, mas, fugia da temática composta para o disco); Livetime (1978), uma espécie de compilação de sucessos ou semi-sucessos até então; Along The Red Ledge (1978), com o single "It's a Laugh" (este álbum foi produzido por Robert Fripp e conta com a participação de George Harisson, Robert Fripp, Steve Lukather, Steve Porcaro e Todd Rundgreen); X-Static (1979) com o single "Wait For Me". Aliás, este Álbum trata da incursão da dupla pela Disco Music do final dos anos 70 se não tivesse um porém: este ritmo já estava em plena decadência, restando Hit Singles para Bee Gees, Donna Summer e mais alguns outros. Resultado: um fracasso comercial e a quase dispensa da dupla pela sua gravadora. A redenção seria o próximo álbum e em sobras do passado.Sobras do passado porque, em 1977, Daryl Hall grava o solo "Sacred Songs", que foi lançado somente agora (na época, estavam estourando com Rich Girl, por isso não foi lançado na ocasião). Sem grande alarde, sem grande sucesso, tornaria-se cult a partir de 1984.Em 1980, era impossível citar a dupla Hall & Oates, sem citar uma outra grande dupla dos anos 50/60 - Everly Brothers. Sabendo disto, gravam o single "You've lost that love feeling", que rapidamente torna-se sucesso e puxa a vendagem do álbum que viria a seguir :"Voices", o primeiro auto-produzido pela dupla. A próxima musica de trabalho seria o Hit Single "Kiss on My List", que atingiria o #1 da Billboard em 1981 e consolidaria o sucesso da dupla. Vale destacar também outro hit, "You Make My Dreams", um rockzinho básico que também chegaria as paradas de sucesso. Aproveitando ainda o sucesso dos singles do álbum "Voices", em novembro de 1981 é lançado o álbum "Private Eyes", no qual exploram o Blue Eyed Soul ao extremo e trazem uma enxurrada de Hit Singles, como "Private Eyes", "I Can't go for That", "Did it a Minute", o funk "Your Imagination" e a homenagem a quem foi fonte inspiradora outrora: The Tempations, em "Looking for a Good Sign". Nem precisa dizer que este disco vendeu que nem água, e mais uma vez, a produção deste ficaria por conta da dupla.No ano seguinte, todas as rádios foram pegas de surpresa por uma batida de baixo totalmente compassada, um vocal inspirado e um clip pra ninguém botar defeito (sim, a MTV já existia nesta época). A musica era Maneater, que de imediato vendeu cerca de 2 milhoes de cópias deste single, puxando o que viria a seguir: H2O (um trocadilho de Hall to Oates), um album mais dançante, mais vigoroso que os demais e nada lembrava a dupla dos anos 70. Viriam a seguir, mais dois singles: "One on One" e "Family Man", que tiveram boa vendagem e que fizeram deste álbum um dos melhores da década de 80.Ainda no compasso deste disco, a dupla prepara duas surpresas para o final do ano de 1983. A primeira, foi a gravação do single "Jingle Bells Rock", com duas gravações: uma com Oates (que ficou mundialmente conhecida, ainda mais, depois da trilha sonora do filme "Home Alone" - "Esqueceram de Mim") e outra com o Daryl Hall (que permaneceu rara até o advento dos CDs e MP3 da vida.). A segunda supresa foi a gravação (que na verdade, reza a lenda que foi uma sobra de estúdio do disco H2O) do single "Say it Isn't So", que foi parar diretamente em # 2 na Billboard de outubro de 1983, justamente na semana de Natal. Logo em seguida, ainda no final de 1983/inicio de 1984, sai a coletânea "Rock'n Soul Part 1", com todos os sucessos da dupla de 1974 até os últimos singles, incluindo a inédita "Adult Education". Em 83 mesmo, é gravado o show desta coletânea, com todos os sucessos, ainda que não fossem inclusos as duas ultimas canções.Em 1984, foram aclamados como a Maior Dupla de todos os tempos, no quesito de vendagem de singles, sendo a mesma a alcançar o maior numero de singles nos charts americanos e ingleses. E em 29/09/1984, é lançado o single "Out of Touch", atingindo direto o #1 dos EUA. O álbum que viria a seguir, "BIG BAM BOOM", é considerado pela crítica da época como sendo totalmente comercial, tornando o maior êxito da dupla na década de 80. São deste álbum, as musicas " Method of Modern Love", "Possession Obsession", "Some Things are Better Left Unsaid" e "Dance on Your Knees". Um verdadeiro fenômeno, se compararmos a trajetória da dupla. No ano seguinte, extremamente expostos na mídia, gravam o Álbum ao vivo:"Live at Apollo with D. Ruffin & E. Kendrick". David Ruffin e Erick Kendrick foram vocalistas da banda "The Tempations", ícones da Soul Music e ídolos da dupla. Excelente álbum, gera um single The Way You Do The Things You Do/My Girl", que não atinge o auge como os anteriores, porém, consegue aparecer ao menos nos charts Americanos e Ingleses. É gravado este show em vídeo, que fora lançado em DVD há alguns anos. Nesta mesma ocasião, o cantor Paul Young lança em 01.06.85 o single "Every Time You Go Away", que chega rapidamente ao #1. Esta musica fez parte do álbum Voices , de 1980 e não chegou a ser lançada em single, tanto que, neste show no Apollo Theatre, templo da musica negra americana, Daryl Hall ao apresentar a musica/balada, "brinca" Esta musica foi lançada há 5 anos atrás no nosso álbum "Voices" (...) agora, vocês vão ouvir a versão original". E para encerrar o ano, tocam no "Live Aid", acompanhados de David Ruffin e Erick Kendrick e com a participação especial de Mick Jagger nos vocais. Percebe-se, nitidamente nos bastidores, uma crise de egos super-inflados, o que prejudica o bom andamento do trabalho, culminando na entrevista da Dupla na Rolling Stone no qual, Hall fala que "eles eramos Beatles da década de 80" (entrevista de jan/85).Em 86, a dupla decide dar uma pausa nas atividades, no qual Hall lança o disco solo Three Hearts In The Happy Ending Machine"", com os singles de sucesso "Foolish Pride" e "Dreamtime". Este álbum foi co-produzido por David Stewart (leia Eurythmics). Retornam somente como dupla em 1988, com o Album "Oh Yeah", já pelo selo Artista (BMG) e com os singles "Everything your Hearts Desire", "Downtown Life" e "Missed Oportunity", sendo este o ultimo trabalho da década. Sairia no ano seguinte o Álbum "Change of Season", mais acústico e mais rock, com vários produtores (inclusive John Bon Jovi), que por mais que tenha sido Disco de Ouro, não representa o ápice criativo da banda.

DEPECHE MODE
Da esquerda para a direita: Martin L. Gore, David Gahan,Vince Clarke (atual Erasure) e Andrew Fletcher
O Depeche Mode foi formado no verão inglês de 1980, em Basildon, Essex, por três amigos de colégio: Andrew Fletcher , Martin Gore e Vince Clarke.
Vince, o vocalista, veio de uma dupla de gospel, contando com uma passagem pelo grupo No Romance in China. Martin era guitarrista em um grupo desconhecido e Andrew, baixista do Boys Brigade. Vince alem do vocal, cuidava da drum machine, Andrew tocava baixo e Martin, a guitarra e o sintetizador. Em pouco tempo resolveram comprar sintetizadores para todos, inspirados nas bandas que surgiam como Gary Numan, Human League e OMD, tendo no Kraftwerk a grande fonte inspiradora.
Só havia um problema: eles sentiram que fazia falta um cantor de peso, que comandasse a parada na linha de frente.
O escolhido foi David Gahan, um ex-punk e estudante de estilismo que conheceram em um pub cantando “Heroes” do David Bowie. David trouxe o vocal forte e afinado e o nome retirado de uma revista francesa de moda, Depeche Mode seria algo como “Moda Rápida”, mal sabia ele que ali estava surgindo um dos maiores e mais duradouros grupos do pop eletrônico mundial.
Foi esse primeiro quarteto que gravou uma fita demo e ofereceu para dezenas de gravadoras recebendo sempre um não como resposta. Um dos últimos a serem consultados foi Daniel Miller, que teve a oportunidade de vê-los abrindo um show para Fad Gadget em Dezembro de 1980 e convidou o grupo para participar de uma coletânea da então recém fundada gravadora Mute Records. O LP tinha o nome de Some Bizarre Album que reuniam grupos novatos, entre eles B-Movies, Blancmange, The Fast Set, The The e Soft Cell. A faixa escolhida foi “Photographic”.
A primeira apresentacao do grupo aconteceu na escola Saint Nicholas onde Martin Gore e Andrew Fletcher estudavam. Logo depois gravaram uma fita demo e enviaram para todos os clubes de Londres onde conseguiram uma vaga para tocar no Bridgehouse Club num evento batizado de "Noite Futurista".
Pouco tempo depois, em fevereiro de 1981, o grupo lançou o seu primeiro compacto tendo “Dreaming of Me” como faixa principal, alcançando o 57º posto da parada britânica.
Diversos shows aconteceram ao longo do primeiro semestre de 81, incluindo uma honrosa abertura para o Ultravox, colocaram o DM na ordem do dia. Seguiram-se então mais três compactos ate o lançamento do primeiro LP Speak and Spell. O álbum estourou por toda a Europa e chegou aos EUA, entrando para o Top 10 americano trazendo a ultra dançante “Just Can’t Get Enough”, fazendo as pistas do mundo inteiro balançarem ao som do thecnopop. Mas acontece algo inesperado. Vince Clarke resolveu deixar a banda em Dezembro de 81, antes da banda terminar sua primeira grande turne inglesa. Vince passaria então a formar suas bandas Assembly, Yazoo (eternizando hits como “Don’t Go” / “Situation”) e o mega Erasure com Andy Bell.
O DM e capa da revista Smash Hits em julho de 1981.
Durante algum tempo o DM seguiu como trio tendo Daniel Miller como help nas apresentações ao vivo, gravando mais alguns compactos e lançando o seu segundo LP, A Broken Frame, em 1982. A partir daí decidem recrutar alguém para ocupar o espaço deixado por Vince Clarke, tarefa que não seria nada fácil, uma vez que Vince era um verdadeiro gênio por traz dos sintetizadores e todo o aparato eletrônico da banda.
Foi através do semanário inglês Melody Maker que conhecem Alan Wilder, que detinha grande conhecimento técnico da tecnologia musical da época e ele passa a integrar o DM nos shows e composições para o terceiro álbum, que a partir de então passa a sofrer profundas transformações com elementos de música industrial (ruídos de trens, martelos, bigornas, maquinas) e uma posição ideológica voltada para as questões políticas, religiosas e sociais daquele momento, mas isso é outra historia...
Nova formação da esquerda para a direita: Alan Wilder (atual Recoil),David Gahan, Andrew Fletcher e Martin Gore.
O Depeche Mode em 83: Martin, Dave, Alan e Andrew.
Construction Time Again, o LP de 83 inaugura uma tomada ideológica na carreira da banda, cuja capa apresenta um operário empunhando um martelo, que faz uma dupla interessante com a camponesa com uma foice na mão, capa de A Broken Frame, o álbum anterior, sugere um flerte com a esquerda socialista européia. O visual também muda radicalmente. De garotos bonitinhos e bem arrumados passam a adotar vestimentas de couro bem agressivos, lembrando muito personagens de filmes sobre a Alemanha pre-nazista. Martin também gostava de usar vestidos e langeries, fazendo a ponte new romantic / radical. O som da banda passa por uma profunda transformação, onde eles adotaram elementos de musica industrial, com ruídos pesados e muito bem estruturados, o technopop dando lugar as experimentações colocam o Depeche entre as dez mais (Top Ten) da parada inglesa emplacando o hit "Everything Counts" e alcançando o sucesso nos países do extremo oriente, indo excursionar no Japão e China.
Some Great Reward, de 84, marcaria ainda mais a guinada de imagem do Depeche Mode. Recheado de letras polemicas como a sadomazoquista "Master and Servant" e "Blasphemous Rumours" que e uma reflexão sobre a religião a partir do suicídio de uma garota causa represálias por parte dos mais conservadores. Alan declararia a imprensa: "...nos não fazemos mais musicas simplesmente para dançar!". A partir de então Martin Gore passa a voltar suas composições para três assuntos cada vez mais presentes em sua musica: Amor, Sexo e Religião. Em certa ocasião ele declararia a sua fascinação pelos assuntos sado-maso.
O ápice do grupo acontece com o enorme sucesso de "People are People", que atravessa o oceano e faz com que o Depeche Mode alcance os primeiros lugares na parada americana. Segue-se uma coletânea de mesmo nome e mais um single, "Get the Balance Right".
Em 1985 o grupo resolve dar um tempo das turnes e lançam Catch Up with Depeche Mode, mais conhecido como The singles 81-85 que reúne os seus maiores sucessos ate então e se trancam em estúdio.
No ano seguinte vem ao mundo Black Celebration, para muitos considerado o melhor trabalho do grupo, que foi o primeiro lançado simultaneamente no Brasil, marcado por uma clima "dark" e experimental em varias faixas. Nele o grupo faz questão de provar que estão em franca evolução musical, inclusive pela presença da minimalista "It doesn t matter two", lembrando muito as obras de Phillip Glass. Destaque para "Black Celebration", a faixa titulo e "Stripped". Tamanha a repercussão deste trabalho que na turne americana para promover o disco, os ingressos chegavam a se esgotar 15 minutos após serem colocados à venda.
A popularidade do Depeche Mode ao redor do mundo já era tamanha. Eles descobriram o quanto excitante eram os concertos ao vivo e decidiram levar isso para o estúdio. Certa vez perguntado ao Andrew como se deu o processo de crescimento da banda, ele verbaliza: "No começo, nossos discos eram um pouco leves. Eles pareciam contrastar com nossas performances ao vivo, onde sempre tocamos muito alto. Os shows eram super excitantes mas, quando tentávamos passar isso para o disco não funcionava e ficávamos quebrando nossas cabeças. Acho que depois de certo tempo conseguimos. E isso foi uma mudança importante".
O conceito que popularidade fica definitivamente estabelecido com o aclamado Music for the Masses, álbum de 87, cuja proposta era levar para os quatro cantos o pop mais sofisticado do planeta. São vários os hits extraídos deste álbum. No Brasil, "Strangelove" e "Never let me Down Again" fizeram um enorme sucesso, sendo exaustivamente tocada nas rádios e nos clubes. Só para se ter uma idéia são inúmeros os remixes feitos para "Strangelove". Para os contemporâneos dos áureos anos 80 fica sem duvida nenhuma a lembrança das festas onde se podia ouvir este clássico do tehcnopop. Gravado em Paris, MFM reafirma a intenção do grupo em fazer musica pop para as massas, mas sem ser pasteurizado.
O Depeche Mode não para e parte para uma das mais ambiciosas turnes pelos EUA, tocando em inúmeros estados para um publico recorde de mais de meio milhão de pessoas. Eles decidem portanto, registrar isso em forma de filme e contratam D. A. Pennebaker, responsável por filmar grandes nomes como Bob Dylan e o festival Monterey Pop, para a direção do longa metragem. O registro e do 101º show da banda, encerrando assim a mega-turne. Paralelamente, mostra um grupo de jovens que atravessam o pais para ver a apresentação do grupo. 101 foi lançado no Festival Internacional de Berlim e obteve bastante sucesso, principalmente pelo lançamento do álbum duplo de mesmo nome. Nele estão registrados os maiores sucessos da banda ao vivo num só show memorável e inesquecível, com grandes momentos de emoção e uma atuação impecável da banda, culminam no clímax da carreira dos moldes.
Chegamos aos anos 90, com um Depeche Mode mais maduro e envolto de conflitos pessoais "violando" os seus próprios limites...
O Depeche Mode em 90: Violando as expectativas
Após os inúmeros sucessos e mega-turnês que fizeram do Depeche Mode uma das maiores e mais importantes bandas do cenário pop eletrônico mundial, eis que em 90 concebem um dos mais aclamados álbuns de sua carreira, Violator. "Personal Jesus", primeiro single alcança o 25º posto da parada inglesa na primeira semana, fato inédito até então. Nos Estados Unidos chegou rápido às primeiras colocações vendendo milhões de cópias e rendendo o disco de ouro. "Enjoy the Silence" estoura nos quatro cantos do planeta, inclusive no Brasil, lota as pistas de dança e vários remixes brotam a partir desta faixa (e até hoje é pista cheia). "Policy of Truth" também obtém um relativo sucesso por aqui. Violator trata-se da síntese de todos os álbuns anteriores, mas desta vez mais solto e bem pop, tendo a eletrônica como expoente máximo. Mas as coisas passariam a mudar a partir de então. David Gahan se separa de sua primeira esposa, deixando o filho de cinco anos para ir morar em Los Angeles, nos Estados Unidos. Lá ele entra em profunda depressão e cai de cabeça no consumo de drogas pesadas como a heroína. Chegou ao ponto de ser levado às pressas para um hospital vítima de uma overdose e ficou durante dois minutos em coma, quase morto. Martin também enfrentaria um momento muito difícil e passa a fazer uso cada vez mais freqüente de álcool. Lança então um EP sob o título de Counterfeit regravando sucessos dos 80 como "Compulsion" de Joe Crow entre outras. Andrew passa a se dedicar aos negócios pessoais como gerenciar um restaurante em Londres e Alan se tranca no estúdio para produzir artistas do selo Mute Records como Nitzer Ebb e dar seqüência ao seu projeto solo, Recoil (a qual se dedica integralmente hoje). Tudo indicava que estava decretado o fim de uma das maiores e mais influentes bandas do cenário pop eletrônico quando David Gahan decide dar uma guinada na sua vida. Fortemente influenciado pelo rock alternativo americano, como o Jane's Addiction, casa-se novamente nos EUA e deixa os cabelos crescerem e as tatuagens se multiplicarem. Nasce a filha de Martin Gore, o que lhe dá novas esperanças e decidem levar o Depeche Mode adiante. Chamam Andrew e Alan e iniciam seus trabalhos, convidam músicos de fora e passam a trabalhar de maneira antes nunca feita na forma de se conceber seus discos. Em 93 lançam o compacto "I Feel You", onde vemos um Depeche Mode utilizando instrumentos acústicos e com uma sonoridade mais voltada para o "rock", deixando todos os seus fans de cabelos em pé. Apesar de causar certo incômodo, esta música chegou ao quinto lugar na parada da Billboard, sendo que durante duas semanas seguidas ocupou o primeiro lugar. Fez também um relativo sucesso por aqui, juntamente com outra faixa, "Walking in my Shoes".
Em 93: Martin, Alan, Andrew e David (de cabelos longos).
Neste mesmo ano lançam o álbum Songs of Faith and Devotion (SOFAD), como o próprio nome diz, trata-se de um trabalho com uma grande conotação religiosa e ao mesmo tempo sexual. Surgem novas músicas de sucesso como "In Your Room" e a angustiante "Comndenation", descrevem bem o que foram os anos turbulentos para o grupo. Nos shows, David expressa-se de maneira a encaixar para sí as letras num misto de sofrimento e redenção, Martin desfila acordes de guitarras que dão o clima denso para as músicas, Alan que já havia praticado e pesquisado percussão e world music, passa a ser o baterista e Andrew coloca os timbres e efeitos eletrônicos. Também acompanham a banda uma dupla de cantoras gospel, que levam para as apresentações ao vivo, assim como músicos convidados. Partem então para uma turnê mundial, a Devotional Tour, passando inclusive pelos países da América do Sul como Argentina e, para alegria e desespero dos fans, tocam no Brasil, em 94 durante uma parte da turnê chamada Exotic Tour. Fazem parte do espetáculo efeitos e filmagens concebidas por Anton Corbijn, responsável pelos vídeos e todo o aparato visual da banda desde 86. Após a exaustiva turnê, em 95, o Depeche Mode resolve dar uma parada para descanso e acontece algo que afetaria os novos rumos do grupo, Alan Wilder decide deixar o DM e partir para os seus próprios projetos musicais, como produtor de outros grupos e dar total atenção ao seu Recoil...
...continua.

DURAN DURAN
Inspirado por David Bowie e Roxy Music, tanto quanto no estilo pós - punk e disco, os companheiros de escola Nick Rhodes (teclados) e John Taylor (na época guitarrista), formaram o Duran Duran em 1978 com mais dois amigos: Simon Colley (baixo e clarinete) e Stephen Duffy (vocal). O nome da banda foi tirado de um personagem do filme de Roger Vadim: Barbarella.
Começaram a fazer shows em Birmingham com a ajuda de uma bateria eletrônica. Em mais ou menos um ano Duffy e Colley deixaram o grupo. Mais tarde Duffy formaria a banda Lilac Time. Duffy foi substituído pelo vocalista da banda TV Eye, Andy Wickett e também entrou para a banda o baterista Roger Taylor.
Depois de gravarem uma demo, John Taylor chamou o baixista e guitarrista John Curtis para se juntar à banda mas esse acabou saindo alguns meses depois.
O grupo colocou um anuncio no jornal Melody Maker procurando um guitarrista. Esse anúncio chamou a atenção do guitarrista Andy Taylor que acabou entrando para a banda. Mas o Duran ainda tinha um problema, não arranjavam um vocalista. Depois da saída de Wickett em 1979, um par de vocalistas passaram pelo grupo até a entrada de Simon Le Bon, que antes do Duran era vocalista de uma banda punk chamada Dog Days e também estudava arte dramática na Universidade de Birmingham. Simon juntou-se a banda no começo de 1980. Uma funcionária do bar Run Runner, onde a banda costumava tocar, sabendo da procura deles por um vocalista, apresentou Simon a eles.
No final de 1980 a banda já era popular no circuito chamado New romantics na Inglaterra e tinha assinado um contrato com a gravadora EMI. Planet Earth, o primeiro single da banda, rapidamente alcançou a posição de número 12 nas paradas da primavera de 1981. Imediatamente Duran Duran tornou-se a banda líder do movimento new romantics, tornando-se a sensação da musica britânica e de toda imprensa.
A popularidade do grupo cresceu ainda mais com os vídeos, especialmente com o vídeo Girls on film. Apesar do vídeo ter sido banido pela BBC, o single tornou-se o primeiro da banda a entrar no top 10. O primeiro álbum, que tem o mesmo nome da banda, alcançou o número 3 e permaneceu nas paradas por 118 semanas.
A banda rapidamente lançou o segundo álbum chamado " Rio" na primavera de 1982. O álbum entrou no segundo lugar nas paradas e os singles Hungry like the wolf e Save a prayer tornaram-se top 10.
Em novembro do mesmo ano, o lançamento do remix EP Carnival. Foi lançado somente nos EUA e a banda que já era superstar na Europa, começou o seu sucesso na América. A MTV que estava começando na época foi de uma grande ajuda para o sucesso da banda no país. Os vídeos do Duran passavam o dia inteiro na TV. No começo de 1983 o single Hungry like the wolf entrou no top 10 dos EUA. E logo o álbum Rio teve 2 milhões de cópias vendidas.
A banda virou mania nos EUA definitivamente com a música Is there something I should know, também entrando no top 10. Essa música foi o primeiro número 1 da banda na Inglaterra. Isso também fez com que o primeiro álbum aumentassem suas vendas.
Duran Duran aproveitou a popularidade para lançar o álbum Seven and the ragged tiger ainda em 1983. O álbum alcançou logo número 1 na Inglaterra e número 8 nos EUA. Com Union of the snake e The reflex nas paradas, principalmente Reflex que foi o primeiro número 1 da banda nos EUA.
Depois disso a banda resolveu dar uma parada depois de completar um ano e meio de tournee pelo mundo. Existe um documentário chamado Sing blue Silver dessa longa tournee.
Em novembro de 84 eles lançaram o single Wild Boys que alcançou o segundo lugar nos EUA e na Inglaterra. Essa música foi adicionada ao álbum ao vivo chamado Arena.
No final desse ano, foram convidados para participar do single Do they know it’s Christmas, organizado por Bob Geldof para arrecadar dinheiro para as pessoas da Etiópia. Muitas personalidades participaram do evento e em 1985 fizeram o super concerto Live Aid. A banda tocou 4 músicas e essa foi a última apresentação do Duran com Andy e Roger. Ainda no mesmo concerto houve a apresentação do Power Station.
Em 1985 eles foram chamados para fazer o tema do filme 007 A view to a kill. No mesmo ano, Andy e John resolveram tentar algo diferente e montaram o Power Station com Robert Palmer e Tony Thompson , baterista do Chic. Some like it hot e Get it on chegaram ao Top 10.
Em resposta ao Power Station, os outros três integrantes do Duran, decidiram montar o Arcadia com um álbum chamado So red the rose. O single Election day também alcançou o Top 10.
No começo de 1986, Roger Taylor anunciou que tiraria umas férias de um ano da banda, mas nunca mais retornou. Alguns meses depois, Andy Taylor também saiu, foi tentar uma carreira solo que não deu certo.
Em 1986, o agora trio, lançou Notorious. O álbum teve um sucesso relativo novamente alcançando o Top 10, mas a popularidade do grupo começou a cair.
Em 1988 lançaram o álbum Big Thing e a música I don’t want your love foi o último single a chegar ao Top 10 durante 5 anos e a popularidade continuava a cair. Em janeiro desse ano se apresentaram no Brasil, no festival Hollywood Rock. Até hoje Nick fala que o show de São Paulo foi o melhor show do Duran Duran.
Em 1989 lançaram o álbum Decade com os singles de maiores sucessos da banda. Alguns meses depois lançaram Liberty, o primeiro álbum da banda a não receber disco de ouro.
O guitarrista Warren Cuccurullo, que já tinha tocado com Frank Zappa e Missing Persons, com a saída de Andy, trabalhava para a banda como músico contratado, mas nessa época, o trio resolveu que já era hora de aceita-lo como integrante do Duran Duran.
Em 93 a banda retornou com um álbum maduro chamado Duran Duran, como o primeiro álbum, mas ficou conhecido como " the wedding album" por causa de sua capa com as fotos dos casamentos dos pais dos integrantes da banda. As músicas Ordinary world e Come undone fizeram com que a banda voltassem ao Top 10 dos EUA e da Inglaterra. O álbum não somente fez com que voltasse o status da banda como teve a melhor critica de todos os álbuns da carreira da banda.
Em seguida o grupo lançou o álbum de covers Thank you que apesar da critica ter considerado o álbum ruim, conseguiu disco de ouro nos eua.
Nesse álbum Roger Taylor participou de duas músicas : Watching the detectives e Perfect day, participando inclusive do vídeo dessa música.
Em 96 a banda começou a gravar o seu novo álbum Medazzaland. John começou a trabalhar em projetos solos e criou um selo independente chamado B5 Records, onde gravou seu álbum solo chamado Fellings are good and other lies. John também se reuniu com Power Station mas acabou saindo do projeto pois precisava de um tratamento para o vício da cocaína e álcool. Em seu lugar ficou Bernard Edward do grupo Chic, que fez questão de manter todas as linhas de baixo que John já tinha feito. Fizeram o álbum Living in fear. Pouco tempo depois, Bernard veio a falecer no Japão.
John também estava trabalhando com uma banda chamada Neurotic Outsiders que além de John contava com Steve Jones dos Sex Pistols e Duff McKagen & Matt Sorum do Guns & Roses). Neurotic Outsiders gravou um álbum com o nome da banda e se apresentaram em alguns clubes.
Também em 96, Nick e Warren formaram uma companhia de produção chamada TV Mania. Eles escreveram uma ópera Rock chamada " Bored with prozac and the internet" . Também fizeram algumas produções no álbum de retorno do Blondie.
Em 1997 , durante uma convenção de fãs do Duran, John participou com um acústico e perto do encerramento, disse que estava deixando a banda. Ele disse que ele queria que os fãs soubessem disso por ele mesmo e não pela imprensa. Muitos acharam que era o fim da banda, mas não foi.
Em outubro de 1997 saiu Medazzaland. O vídeo do single Eletric Barbarella foi proibido na MTV americana e na Muchmusic.
Em 98 a banda saiu da gravadora Capitol
Em 1998 , a EMI lançou " Essential Duran Duran: Night Versions". O álbum contém remixes que nunca tinham sido lançados antes.
Também foi lançado " Greatest" com os sucessos de 81 até Eletric Barbarella de 97.
Em dezembro de 98. A banda fez uma tour pela Inglaterra chamada " Latest and Greatest Tour", que foi filmada e passou recentemente na HBO. Também filmaram Behind the Music, um programa que conta a vida da banda por traz da música.
Em 99 assinaram com a gravadora Hollywood Records.
Em junho do ano 2000 sairá o novo álbum chamado Pop Trash. A música Someone else not me, já está tocando em várias rádios do mundo inteiro.
Por andam os Taylors do Duran?
Roger vendeu sua fazenda em Glouchestershire para retomar sua carreira de baterista. Ele disse em um artigo para a revista New Music Express que ele não pretende retornar ao Duran, mas disse que é possível que participe de algumas sessões com eles.
De acordo com boatos, Roger faria parte do conjunto Deneuve que participou do Cd de tributo ao Roxy Music lançado pela B5 Records do John, porém, o nome de Roger não consta nos créditos da música e nem como parte da dita banda. As últimas notícias é que Roger está tocando em um conjunto chamado Freeebass e irá lançar em breve single da música "Love like oxygen".
Andy Taylor nunca parou de trabalhar com música. Logo em 86 lançou o álbum solo Thunder. Em 88 produziu e tocou algumas músicas do álbum Out of order do Rod Stweart.
Em 90 um novo álbum chamado Dangerous. No mesmo ano começou a trabalhar com uma banda de metal chamada Thunder e produziu o álbum Back Street symphony. Produziu essa banda até o ano de 99 quando a banda se desfez.
Em 97 se juntou novamente com Power Station e fizeram o álbum Living in Fear. Fizeram algumas apresentações.
Em 99 lançou o álbum The Spanish Sessions, onde trabalha com Luke Morley da banda Thunder.
John Taylor em 96 lançou o seu primeiro álbum solo chamado Fellings are good and other lies pela sua gravadora B5.
Em 97 o EP Autodidatic e em 98 o Ep John Taylor /Terroristen.
Em 99 lançou um álbum chamado Resume John Taylor/ Jonathan Elias, com a música Do what I do gravada por John Taylor em 85, tema do filme 9 e meia semanas de amor mais 8 músicas gravadas na época e que não foram lançadas . Também em 99 lançou o álbum Meltdown com músicas feitas por ele em 92, enquanto estava no Duran e o álbum chamado "John Taylor" mas que foi lançado apenas no Japão. John também tem produzido algumas bandas e participado de alguns filmes como Sugar Town com Ally Sheed, Martin Kemp ( Spandau Ballet), Michael des Barres e Rosana Arquete, Também faz uma pequena participação no novo filme dos Flintstones.
Em algumas apresentações que John tem feito, Simon Le Bon tem participado.
Em 2001,a banda voltou a se reunir novamente.
Em abril de 2003 ,anunciam as datas dos shows da primeira tounee,depois de 18 anos com a formaçao original e em setembro ganham o astronauta de prata da Mtv americana pelo conjunto da obra.Em fevereiro de 2004 ganham mais um prêmio pelo conjunto da obra só que desta vez no Brit Awards ,em junho assinam contrato com a gravadora Epic Records e em novembro lançam o albúm "Astronaut" com clipes como: (Reach up )for the sunrise e What happens tomorrow.
Em 2 de julho de 2005,participam do Live 8,organizado por Bob Geldof para chamar a atenção para a extrema pobreza da Africa,neste mesmo ano lançam o dvd "Live in London" com show gravado nos dias 30 de abril e 1 de maio de 2004.
Há atualmente mais de 100.000 sites dedicados à banda!


ECHO&THE BUNNYMEN
A história do Echo teve início no Eric's Club, em Liverpool. Mas antes de relatar como a banda se formou, vou contar como o Eric's começou.Em setembro de 1976, Roger Eagle promovia shows em Liverpool, no Revolution Club (na mesma rua do extinto Cavern Club), sob o nome "Eric's", que mais tarde acabou sendo o nome da casa. As primeiras bandas a tocarem lá foram The Runaways, Sex Pistols e The Stranglers. A partir daí, formou-se uma grande leva de freqüentadores de carteirinha. Entre eles, estavam Will Sergeant e Les Pattinson, amigos desde o colégio. Ian McCulloch costumava ir com seu então amigo Pete Wylie (o qual, mais tarde, terá participação no trabalho solo de Pete Burns do Dead or Alive) e Julian Cope. Esse três últimos, tempos depois, formaram o The Crucial Three, mas não durou muito.Não chegaram a tocar ao vivo, nem a gravar um álbum. Em seguida, Ian e Julian participaram de outra banda, A Shallow Madness, com integrantes do Big in Japan (única banda do cenário musical anterior ao Eric's). Também não durou muito, pois Ian nunca apareceu nos ensaios! Obviamente a banda acabou e Julian formou o Teardrop Explodes, com outros integrantes do Big in Japan.Entre outros freqüentadores, estavam Bill Drummond (hoje do KLF), Jayne Casey (do então Pink Military Stand Alone, hoje Pink Industry), Ian Broudie (do Big in Japan, e depois produtor do Echo), Siouxsie and The Banshees, Holly Johnson, Paul Rutherford etc.Após sua demissão do A Shallow Madness, Ian reencontrou Will e Les (eles haviam se conhecido no banheiro feminino do Eric's) em novembro de 1978 decidiram formar o Echo & The Bunnymen. "Echo" era a bateria eletrônica que eles usavam e também o jornal noturno de Liverpool. E "The Bunnymen" foi adicionado ao nome apenas porque soava bem.Eles tinham seu primeiro show marcado (no Eric's, é claro) para dali a duas semanas, abrindo para o Teardrop Explodes. Mas a única música que fizeram foi "I bagsy yours", uma versão primitiva de "Monkeys", a qual, no show (15 de novembro de 78), fizeram com que durasse 15 minutos.Após essa primeira experiência no palco, os três, Ian, Will e Les, deram continuidade às composições e aos ensaios. Sob o selo Zoo (criado por Bill Drummond e David Balfe, ambos também do Big in Japan), lançaram o primeiro single: "Pictures on my wall"/"Read it in Books", em maio de 79. Mas antes disso, eles já estavam rodando pela Inglaterra fazendo shows e se apresentando no programa de John Peel, da BBC.
No primeiro show em Londres, eles abriam para o Teardrop Explodes e Joy Division, no YMCA. Nesse mesmo show estava Pete de Freitas, que viria a substituir a bateria eletrônica "Echo", por exigência da WEA, quando da assinatura do contrato para o primeiro álbum Crocodiles.O primeiro álbum, com produção de Ian Broudie, saiu em julho de 1980, pouco depois da morte de Ian Curtis e do fim do Eric's club (março do mesmo ano). Foi muito bem comentado pela crítica, que já os via como a banda do ano.O segundo álbum, lançado em junho de 81, foi produzido por Hugh Jones. Nesse álbum é nítida a maturidade na voz e nas letras de Ian McCulloch, no entanto sempre criticado por compor de forma subjetiva demais a ponto de ninguém entender sua ironia."Porcupine", o terceiro álbum, de dezembro de 82, produzido por Ian Broudie, teve uma tragetória um pouco diferente dos demais. Tiveram de regravar várias vezes até que satisfizessem a gravadora. Nesse álbum, eles incluíram cellos e violinos, idéia de Bill Drummond (então empresário da banda). Outra idéia dele foi viajar para a Islândia só para a foto da capa e para gravar os clipes! Incrível como, após meses e meses no estúdio, insatisfeitos com os resultados das gravações de Porcupine, eles conseguiram criar hits como "The Cutter" e "Back of Love", que até hoje são lembrados por fãs e pela crítica (hoje). A banda definiu Porcupine como sendo uma espécie de autobiografia, em que questionavam o sentido da banda. 1983 foi um ano marcante para a banda, por terem excursionado pela Europa, fazendo shows em lugares nos quais jamais alguém tinha se apresentado, como foi o caso do Royal Albert Hall, em Londres. Nessa época começam os desentendimentos com o empresário, Bill Drummond, que lançava os singles antes que a banda os aprovasse ou terminasse de gravar ou mixar.O quarto álbum, Ocean Rain, foi lançado em maio de 84. Gravado em Paris e em Liverpool, e produzido em parte pelo próprio Echo, Ocean Rain foi considerado por muitos o melhor álbum já feito. Eles estavam no ponto mais alto de composição e sonoridade, com cellos, violinos e as canções num geral mais acústicas, e as letras menos indiretas. A essa altura, a banda já era bastante comentada e disputada pela imprensa mundial. Para promover o álbum, a banda criou o "bunny day" em Liverpool, em que os fãs "seguidores" passariam por vários roteiros culturais até o fim da noite - o show no St George's Hall. Após alguns meses, Bill Drummond deixou de ser empresário da banda. Pouco antes, Ian gravava "September Song" de Kurt Weill, mas famosa na voz de Frank Sinatra. Todos achavam que era o fim da banda, mas eles estavam apenas dando um tempo. Em seguida, fizeram shows na Alemanha e na Escandinávia, cujo repertório baseou-se mais em canções dos Stones, Beatles, Doors e Bob Dylan do que as suas próprias. [Para quem quiser conferir, é só ir atrás do pirata "On Strike - The songs that Lord taught us", uma esplêndida gravação ao vivo] 1986 foi o ano em que a banda decidiu se dar merecidas férias. Foi lançado Songs to Learn and Sing, com singles anteriormente descartados (pela gravadora) e a música "Bring on the Dancing Horses", lado B de "People are Strange" (do Doors), especialmente para o filme The Lost Boys. Pete de Freitas passou quase um ano nos EUA, tentando uma nova carreira em outras bandas, mas em vão.O primeiro retorno do Echo foi em 1987, com as históricas apresentações no Brasil, após 3 anos de silêncio e desentendimentos. Foram 5 apresentações em São Paulo, 2 no Rio e uma em Porto Alegre. Segundo o próprio Ian McCulloch: "O público perfeito". Aproveitaram para gravar um clip - The Game - no Rio e em SP. Em São Paulo, na lanchonete Bunny, que fica na Rua da Consolação, entre os lugares do Rio, nos Arcos da Lapa, Corcovado, praias, etc. Em Julho de 87 foi lançado o álbum entitulado apenas "Echo & The Bunnymen", considerado fraco pela crítica. O Echo acabou oficialmente em 88, e em 89 Pete de Freitas morreu num acidente de moto. Ian McCulloch seguiu carreira solo e lançou dois álbuns - Candleland (89) e Mysterio (92). Nessa época, ele regravou duas músicas de Leonard Cohen (seu ídolo): "Lover Lover Lover" e "Hey, that's no way to say goodbye". Will e Les continuaram com a banda (e com o mesmo nome!) e lançaram Reverberation, sem muita repercussão. Depois de vários altos e baixos, Will e Ian se reuniram e resolveram formar o Electrafixion, dessa vez com guitarras mais pesadas e o vocal mais agressivo. Lançaram Burned em 94. Em 97 anunciou-se a grande volta do ano: Echo & The Bunnymen (Ian, Will e Les) estava de volta com o álbum Evergreen e com uma turnê massiva pelos EUA e vários festivais britânicos.Em 99 saiu What are you going to do with your life?, dessa vez com a participação de Les em apenas uma música.
Em seguida a prometida volta ao Brasil para setembro (mas dessa vez sem Les Pattinson). Fizeram um show em SP, Rio, Porto Alegre e Curitiba, além da Argentina e do Uruguai.
Discografia:Crocodiles - 1980Heaven Up Here - 1981Porcupine - 1982/83Ocean Rain - 1984Songs to Learn and Sing (coletânea) - 1986Echo & The Bunnymen - 1987Reverberation (sem Ian Mac) - 1988Evergreen - 1997Ballyhoo (coletânea) - 1997What Are You Going To Do With Your Life? - 1999Ian McCulloch:Candleland - 1989Mysterio - 1992Electrafixion:Burned - 1994
INTEGRANTES:
Ian McCulloch (vocal): nasceu em Liverpool, em 05 de maio de 1959. Casado, tem duas filhas.
Pete de Freitas (bateria): nasceu em Port of Spain, Trinidade e Tobago, em 02 de agosto de 1961. Morou perto de Bath quando criança. Depois, mudou-se para Londres. Morreu em junho de 1989, aos 26 anos, num acidente de moto indo de Londres para Liverpool.
Les Pattinson (baixo): nasceu em Liverpool, em 18 de abril de 1957. Separado, tem dois filhos (dos quais tem a guarda).
Will Sergeant (guitarra): nasceu em Liverpool, em 12 de abril de 1957.Casado, tem uma filha.

ERASURE

Esta dupla formada por pessoas realmente iluminadas, Andy Bell (vocalista), e o gênio Vince Clarke (tecladista), começou sua caminhada em 1986.Vince, antes de se unir a Andy, teve ótimas experiências com sua passagem pelo Depeche Mode (ele foi o fundador da banda, juntamente com Martin Gore, e aparece muito bem, tocando seu teclado, com um grande topete loiro, no clip de "I Just Can't get Enough"), depois no Yazoo (onde contribuiu com seu talento no teclado indispensável em sucessos como "Don't Go" e "Situation" - sempre presentes em pistas de danças), e no Assembly.O 1º álbum da dupla, "Wonderland"(UK Release- 02/06/86), destacou-se com os sucessos "Who Needs Love Like That" e "Oh L'Amour". Este que, só veio a atingir as paradas, quando foi relançada na sua versão ao vivo algum tempo depois.O 2º álbum, "The Circus" (UK Release: 30/03/87), como o nome sugere, foi dedicado a trapezistas, palhaços, focas e leões amestrados. 2 músicas fantásticas não podem faltar nas pistas de dança: "Victim Of Love" (maravilhosa!!!) e "Sometimes" esta tem um vídeo totalmente inusitado, onde os 2 aparecem em um lugar, onde há vários lençóis brancos pendurados. O efeito foi simples, e muito bom.Logo em seguida, eles ousaram também, lançando um álbum duplo com remixes, "The Two Ring Circus" (UK Release: 16/11/87).Com "The Innocents", o 3º álbum, (UK Release: 18/04/88) veio realmente o estouro, com a song "A Little Respect", música inconfundível, com uma letra maravilhosa e romântica. Apesar disso, ótima prá dançar, e toda a galera que vai no Autobahn, sabe a letra e canta junto, com certezaO 4ª álbum inédito, "Wild!", (UK Release: 16/10/89), ganhou 2 vezes o disco de platina, por causa de sucessos que estouraram nas rádios, como "Blue Savannah" (outro vídeo clipe maravilhoso), "Drama!" e "Star".O 5º álbum, "Chorus" (UK Release: 14/10/91), teve o hit "I love to Hate You"(live).Dos anos 90 em diante, a produção musical da dupla diminuiu um pouco o ritimo, com os álbuns "I say,I say, I say" (1994), "Erasure" (1995), "Cowboy" (1997), "Loveboat" (2000) e "Other People's Song" (2003). Além de 2 álbuns com o "The best of"": "Pop! -The First Twenty Hits" (1992), e "Hits, The very best of Erasure", lançado em CD e DVD, em 20/10/2003. A dupla, para mostrar a diversidade que tem, tanto em estúdio como no palco, lançou um álbum só com covers do ABBA.O Erasure já apareceu fazendo shows aqui no Brasil, 2 vezes:- 1ª - Abril de 1990 - show no Ginásio do Ibirapuera, pudemos ver auge do Erasure, com muitos bailarinos acompanhando as coreografias de cada música, e as roupas de Andy, sempre muito coloridas e com muito brilho. Um show com alto nível visual e musical. O show começou com "Piano Song", (do novo álbum da época, "Wild"), e segue, prá tirar os pés de todo o público do chão, com "Knocking At Your Door", juntamente com a performance incrível de Andy dançando no palco. Sem contar os outros sucessos que não podiam faltar, como "Stop!" (hit oficial na pista Autobahn), e "A Little Respect", veio muito bem no Bis (sem comentários.)- 2ª - Novembro de 1997, em um mini festival, que aconteceu na pista de atletismo do Ibirapuera, juntamente com Paralamas, No Doubt, e David Bowie.
CURIOSIDADES:- Depois de lançado o 2º single, "Heavenly Action" (o primeiro foi "Who needs love Like That") , eles até pensaram em desistir da banda. Mas, tiraram da cabeça essa idéia maluca e continuaram com mais um estouro, que foi "Oh L'Amour".- Vince Clarke não é parceiro de Andy Bell, como muitos pensam por aí. Vince teve um filho, Oscar Clarke este ano (2005), dia 08 de Setembro, com sua esposa, a americana Tracy.- Erasure "Show Live in Cologne", um DVD ao vivo, que foi lançado na Inglaterra e União Européia, dia 31/10/05, e será lançado no EUA dia 13/12/05. Aqui, nas terras tupiniquins: teremos que esperar, ou então comprar um importado mesmo.- O novo álbum que está sendo preparado para ser lançado no próximo ano, vai ser só sobre canções de ninar (talvez, inspirado pelo filho de Vince), e estão preparando um disco acústico também.- Andy Bell lançou um disco solo chamado "Eletric Blue", com 14 songs.

INFORMATION SOCIETY
Um grupo de jovens se junta no início dos anos 80 com o mesmo objetivo: fazer música eletrônica. Eles tinham a mesma influência musical: Kraftwerk, Gary Numan e Cabaret Voltaire. O fato curioso é que isso aconteceu em Minneapolis, cidade de onde surgiram bandas como Hüsker Dü, Babes in Toyland, Prince; e nos EUA - país onde a maioria tem preconceito com música eletrônica (essa mesma visão retrógrada influenciou muita gente aqui no Brasil também).
Amantes de tecnologia, tiram do livro “Choque do Futuro”, do jornalista/visionário Alvin Toffler, o nome da banda. Nesse livro, o profeta realista prega a importância do conhecimento na sociedade moderna, que se obtém através da informação. Está formada a Information Society!
Nessa fase, estão no grupo:Murat Konar - vocalKurt Valaquen - vocal/sampler/programaçãoPaul Robb - programação/teclados/bateriaJames Cassidy - baixoAmanda Kramer - teclados
O grupo faz apresentações pela cidade e reúne 5 das músicas tocadas nos shows em um EP (mini LP). Conforme depoimento de Kurt Valaquen a gravação total do EP incluindo os vocais é feita em 14 horas com o custo de 600 dólares. Com pouco dinheiro, eles têm poucos equipamentos disponíveis para tocar as músicas.
Dois anos depois vem o LP Creatures of the Influence - novamente com muitas experimentações e mostrando influências evidentes do Kraftwerk e Cabaret Voltaire. As faixas não tem apelo comercial, por isso o álbum não vende bem, mas uma música ali chama a atenção, ela se chama Running e conta com o vocal de Murat.
O potencial dessa faixa é explorado no ano seguinte (1985) quando a lançam em single com um remix muito bem elaborado e faz o mundo voltar suas atenções a banda. Com a música o InSoc conquista os clubes, entra nas paradas, ganha matérias e prêmios de revistas conceituadas de música e fazem turnê pelos EUA.
Murat Konar sai da banda, mas as coisas estavam começando a engrenar e a banda não poderia parar.
Em 1998 lançam o LP Information Society e a banda se estabelece como uma poderosa fábrica de hits. Esse ábum entra para a história, pois praticamente todas as faixas viram sucessos mundiais, inclusive Running - agora sob os eficientes vocais de Kurt Valaquen e com a batida característica encontrada em diversas outras músicas do estilo freestyle.What's on your mind (pure energy), Walking Away, Lay All Your Love on Me (cover do ABBA), a própria Running e Repetition são sucessos absolutos por onde passam.
No Brasil o InSoc invade todas as pistas de dança, através dos DJs que importavam discos não oficiais que tinham algumas faixas do LP Information Society. Logo após houve uma maciça execução nas rádios, com as músicas ficando entre as mais pedidas pelos ouvintes.Na mesma semana do show no Brasil em 89 (São Paulo e Rio de Janeiro) é lançado o ábum Information Society pelo selo Stiletto, trazendo fôlego para a gravadora lançar diversos outros artistas.
Paul Robb, compositor da maioria das músicas e um dos produtores do álbum ganha reconhecimento e faz trabalhos paralelos. Mixou algumas músicas do segundo disco do Kon Kan (Syntonic), co-produziu o single 12” de Silent Morning do Noel e produziu todo o álbum de estréia dele, produziu e mixou o single de Russian Radio do Red Flag, remixou o cd Living in Oblivion do Anything Box, entre outros diversos trabalhos.
Em 90 voltam às pistas, paradas, rádios e TVs com o lançamento do LP Hack contendo os hits Think, How Long, Come With Me e a balada Slipping Away.
Curiosidade: o carro da capa do Hack pertenceu a Kurt entre 87 e 97.
Em janeiro de 91 o Information Society se apresenta para mais de 190 mil pessoas no Rock in Rio II. Em agosto do mesmo ano a banda volta para fazer a maior turnê já feita por uma banda estrangeira no país, passando por 25 cidades. Tocaram em cidades que nunca tinham recebido um artista internacional. Foi uma resposta à altura da popularização da banda no Brasil, pois eles tinham mais sucesso aqui do que no seu país de origem.
Em 92 é lançado o álbum Peace and Love, Inc. que trouxe poucos hits, como a faixa título Peace and Love, Inc., Cry Baby e Going Going Gone. Esse disco não consegue tanto sucesso aqui no Brasil e no exterior também, mesmo assim a banda se apresenta por aqui no ano seguinte, mas a turnê também não tem mais a proporção de antes.
Paul e James saem da banda, Kurt compra o nome da banda e inicia a composição para as músicas do próximo álbum. Os anos seguintes não são muito bons para Kurt, pois a gravadora rescinde o contrato e as condições para a futura gravação parecem estar cada vez mais distantes. Em paralelo, ele começa a compor música para um outro mercado: jogos de videogame. O primeiro foi a trilha do X-Men 2 para Mega Drive (anos depois trabalhou nos dois episódios do jogo Soul Reaver para Playstation).
Só em 97 é que o álbum Dont' Be Afraid é lançado. E com ele vem diversas mudanças no som da banda que se reflete na capa original do CD: as músicas têm um clima pesado, bem distantes das pistas e do InSoc que tanto fez sucesso por aqui e no mundo. As dificuldades para o lançamento nacional desse trabalho por aqui foram imensas, os executivos das gravadoras sabiam que dificilmente teriam o retorno financeiro. Acabou sendo lançado pela Stiletto, mas desfigurado: a arte da capa foi completamente refeita e o CD-ROM (com clipe, fotos e filmagens do carro) que faz parte do conjunto original ficou de fora.
Information Society não acabou. Pode ser que Kurt faça um novo trabalho, mas até o momento não há qualquer notícia sobre essa que foi uma das mais marcantes bandas dos anos 80.

JOY DIVISION
Estamos no ano de 1977 , cidade industrial de Manchester , localizada ao norte da Inglaterra , os amigos de infância Bernard Albrecht posteriomente adotando o nome Barney Sumner (guitarra) , Peter Hook (baixo), Ian Curtis que era um a presença constante em shows de rock na cidade , mais o baterista Stephen Morris , o único a responder a um anúncio colocado em uma loja de discos , resolveram montar uma banda de nome Warsaw.
Ian Curtis tinha um gosto musical vasto e eclético , influenciando na formação musical dos outros músicos , apresentando-lhes discos de Lou Reed , Iggy Pop e Kraftwerk. Onde ao mesmo tempo começaram a fazer shows em sua região , junto com outras bandas.
No ano de 1978 a mudança do nome do grupo para Joy Division , "divisões do prazer " , que eram alojamentos destinados às mulheres judias obrigadas a se prostituir nos campos de concentração nazistas durante a segunda guerra mundial. A escolha do nome foi de Ian Curtis , que era obcecado por tudo que fosse alemão.
Em 1978 lançaram um trabalho independente um EP , contendo quatro músicas chamado " An Ideal For Living ", gravaram um LP para a RCA que nunca chegou a ser lançado pois , o grupo rejeitou a produção e os sintetizadores adicionados posteriormente à gravação. O disco tornou-se disponível em cópias piratas podendo ser encontrado com o nome de "Warsaw ".
Em 1979 lançam o album Unknown Pleasures com o produtor Martin Hannett , que extraiu uma sonoridade sombria , densa e misteriosa , vide as memoráveis She's Lost Control, Shadow Play e New Dawn Fades, esperimentações eletrônicas , uma bateria impiedosa e rifs de guitarra , com certeza um dos maiores poetas que o rock já teve.
Em seus shows , ficavam à sombras tocando os instrumentos , destacando-se a dança maníaca de Ian Curtis , que sofria de epilepsia e repetindo de maneira inconsciente os movimentos de seus ataques. Seus fiés admiradores se vestiam como na Alemanha dos anos 40. Um desses shows foi registrado em video de capa preta , que leva o nome de Here Are The Young Men.
Em 1980 devido a problemas de saúde de Ian Curtis , foram cancelados vários shows , inclusive uma turnê americana de 3 semanas estava prevista para iniciar em maio , mas o grupo nem chegou a embarcar.
No dia 18 de maio de 1980 , Ian Curtis representou seu ultimo Ato , foi encontrado morto em casa por enforcamento por uma corda utilizada como varal. Os motivos prováveis para seu suicídio foram sua epilepsia cada vez mais constante e o término do seu casamento más, Curtis falava obsessivamente da morte a ponto de antecipar seu próprio suicídio em letras como In a Lonely Place, "Um lugar de paz ", talves ele realmente precisava desse lugar , musica que está contida no Cd duplo Substânce gravado pelo New Order . Quando o singles Love Will Tear Us Apart saiu em maio , a banda alcançou pela primeira vez o Top 20 britânico. Em junho de 1980 lançam sua obra prima o album Closer "mais perto ", (cabe aqui a pergunta : mais perto do que?) , a banda sempre esteve envolta a uma aura de mistério , tudo em Closer é enigmático , a capa , as letras , e sobretudo o som . O disco foi gravado sob uma abóbada de estuque especialmente construída com a finalidade de conseguir a ressonância de uma capela . O som é vazio e distante com sintetizadores estranhamente colocados mais o vocal de Curtis soando de maneira cavernosa. Vide as faixas The Eternal, Isolation e a memorável Decades. O single Atmosphere é outra pérola que também demonstra muito bém esse vázio com enfase nos sintetizadores. Closer também entrou para o top 20 britânico e ironicamente o Joy Division atingiu sua maior popularidade quando já havia acabado e Curtis nunca chegou a ver o sucesso que desejava para o grupo. O lançamento do album Still , em 81 , com sobras de estúdio e a gravação do último concerto, aumentou mais ainda o mito em torno da banda. Aos remanescentes da banda numa necessidade de esquecer a trajédia deram início a uma "Nova Ordem ".
Frases
"Nós fazemos música para nós mesmos , más esperamos que ainda assim outras pessoas gostem dela" . (Ian Curtis)
"A amizade sempre foi o mais importante , ela é que produz a música." (Bernard Sumner)
"Ian era um catalisador para todos nós. Ele consolidava nossas idéias. Nós compunhamos toda a música, mas Ian nos dirigia." (Peter Hook)

MADONNA
Madonna , nasceu em 16 de Agosto 1958 em Rochester, Michigan nos EUA. Seus pais, Silvio Ciccone e Madonna C. Fortin, tinham residência em Michigan naquela época. Para aqueles que gostam de pormenores e detalhes fica aqui a informação que Madonna nasceu mais precisamente ás 7:05 AM no hospital Bay City Mercy em Bay City.
O seu nome de batismo foi Madonna Louise Ciccone, ainda que também seja conhecida como Veronica, mas esclareça-se desde já que este último foi um nome adaptado não de batismo, mas por via da comunhão. Segundo a explicação de Madonna a escolha do nome deveu-se ao facto de Veronica ter sido a mulher que secou o rosto de Cristo antes de ser crucificado. No seio familiar era carinhosamente apelidada de ‘Little Nonni’ se bem que na vida real e ao longo do passar dos anos tenha tido uma série de apelidos dos quais destaco os seguintes : Maddy, Mo, Boy Troy, Mads, Madge, Material Girl, ‘M’, Varla…..etc.Madonna, tinha ainda apenas 5 anos, então no ano de 1963, quando a sua mãe Madonna Ciccone Fortin, faleceu quando ainda tinha 30 anos devido a um cancro da mama. "Este foi um dos momentos mais duros por que atravessei em minha vida", "A morte da minha mãe foi e continua ainda hoje a magoar-me profundamente", "Não sei se algum dia irei realmente conseguir ultrapassar definitivamente tudo isto".Teve por via destas circunstancias que crescer muito rapidamente, muito antes do tempo. Aprendeu a ser forte e independente desde muito nova, muito por culpa e influencia do forte carácter de sua mãe e das recordações que posteriormente foi guardando dela.Anos mais tarde o seu pai Silvio Ciccone, resolveu casar com a mulher a dias, Joan Gustafson. Uma mulher que segundo Madonna era fria e disciplinadora. O seu pai insistiu repetida e continuamente para a sua nova mulher fosse tratada por todos como esposa e mãe. Madonna nunca foi capaz de o fazer e aceitar tal situação. Fazê-lo seria trair todo o amor e admiração que nutria por sua mãe. Ainda a respeito de seu pai Madonna confidencia : " Se não fosse a teimosia e persistência do meu pai, hoje em dia nunca teria tido sido ou tornado pessoal e profissionalmente o que hoje sou." Quando Madonna, era pequena, adorava cantarolar e entoar as músicas que ouvia no rádio enquanto ajudava na limpeza da casa. Ela recorda : "Havia sempre música entre nós. A nossa casa enchia-se de música fosse ela vinda de discos ou então tão simplesmente da rádio." Desde muito cedo Silvio Ciccone, também conhecido por Tony, quis que ela aprendesse a tocar piano. Na medida em que grande parte da família tocava pelo menos um instrumento musical. Foi-se cultivando ao longo dos tempos uma tradição familiar volt.

OINGO BOINGO
Tudo começou a partir de grupo teatral "The Mystic Knights of Oingo Boingo",onde alguns de seus integrantes (Leia-se Danny Elfman - vocais, guitarra, percussão e programação, Steve Bartek - guitarras, Kerry Katch - baixo, Rich Gibbs - teclados, Johnny Hernandez - bateria, Dale Turner - trompete, trombone, Sam Phipps - sax tenor, Leon Schneiderman - sax barítono) decidem formar em 1979 o grupo musical Oingo Boingo.No ano de 1980 assinam contrato com o selo IRS e lançam um EP auto-intitulado. No ano seguinte assinam novo contrato com a A&M, porém o LP de estréia não alcança o sucesso comercial desejado. Os 2 álbuns seguintes lançam alguns hits em pistas de dança: Private Life de Nothing to Fear e Wake up, It's 1984 do álbum Good for your Soul. Em 1984 o líder Danny Elfman lança seu primeiro disco solo, sendo que a partir de 1985 ele passa a se dedicar à trilhas sonoras de filmes, sendo muito requisitado na área. O álbum Dead Man's Party de 1985 (o mais conhecido do grupo) estoura com várias músicas como Weird Science que foi tema do filme Mulher Nota Mil, a famosíssima Stay e a própria Dead Man's Party. Outro hit fácil de se lembrar do é Just another Day do álbum Boi-ngo de 1987.
Sai em seguida o duplo ao vivo Boingo Alive de 1988 e em 1989 Skeletons in the Closet com as músicas Skin, Flesh'n Blood, When the lights go out. Já na formação do grupo estão Mike Bacich - teclados e John Avila - baixo. Em Março de 1990 o OB visita o Brasil em função da turnê de Dark at the Wnd of the Tunnel com o novo tecladista Carl Graves. No ano de 1981 sai uma ótima coletânea do grupo Best O'Boingo.Dá-se então um intervalo de 3 anos voltando com o ábum Boingo, um pouco mais sofisticado e maduro onde destacam-se Insanity, Mary e um cover para I am the Walrus dos Beatles. Em 95 sai o duplo ao vivo Farewell, tendo ótimas músicas do Boingo, um pouco mais vibrantes e potentes do que o normal...E finalmente em 1999 Anthology uma coletânea dupla, recomendada para aqueles que desejam ouvir todas as fases do OB.Danny continua fazendo trilhas para filmes tendo feito muita fama e dinheiro segue abaixo alguns trabalhos seus para a telona.-The Forbidden Zone de 1980-Pee Wee's Big Adventure de 1985-Back to Scholl de 1986-Summer School de 1988-Scrooged de 1988-Wisdom de 1988-Midnight Run de 1988-Big Top Pee Wee de 1988-Hot to Trott de 1988-Beetle Juice de 1988-Batman de 1989-Darkmam de 1990-Dick Tracy de 1990-Edward Scissorhands de 1990-Nightbreed de 1990-Article de 1990-Batman Returns de 1992-The Nightmare Before Christmas de 1993-Sommersby de 1993-Army of Darkeness de 1993-Shrunken Heads de 1994-Black Beauty de 1994-Delores Claiborne de 1994-To Die For de 1995-Dead Presidents de 1995-Freeway de 1996-Mission Impossible de 1996-The Frighteners de 1996-Extreme Measures de 1996-Mars Attacks de 1996-Men in Black de 1997-Flubber de 1997-Good will Hunting de 1997-Modern Vampires de 1998-A Simple Plan de 1998-A Civil Action de 1998-My Favourite Martian de 1999-Instinct de 1999-Anywhere but Here de 1999-Sleepy Hollow de 1999-Family Man de 2001-Proof of Life de 2001-Spider Man de 2002-Men in Black II de 2002

PET SHOP BOYS
Os garotos da loja de animais de estimação...
Neil Francis Tennant nasceu no dia 10 de julho, em 1954 na cidade de North Shields, Inglaterra. Sua mãe sempre sonhou ver o filho como jornalista da BBC. O máximo que Tennant conseguiu foi ser repórter na Smash Hits...
Christopher Sean Lowe nasceu em 4 de outubro de 1959, na cidade de Blackpool. Tocou trombone no colégio e foi trabalhar como arquiteto...
O que poderia haver em comum entre um repórter e um arquiteto? O gosto musical...
Neil e Chris se conheceram numa loja de eletrônicos ou de CDs (não se sabe o certo) por volta de 1981. Os dois formaram um duo: Tennant nos vocais e Lowe nos teclados passando a se apresentar em pubs. Nessa época eles se apresentavam como "West End". Antes de lançar o primeiro single West End Girls (em 85) eles já haviam mudado o nome para Pet Shop Boys.
Em 84, Tennant viaja para a Flórida para fazer uma reportagem para a Smash Hits e conhece Bobby O., produtor musical que acabou produzindo West End Girls. Bobby foi um dos responsáveis pela contratação do Pet Shop Boys e pelo sucesso que o single teria. A mudança do nome "West End" foi uma imposição de Bobby. A escolha de "Pet Shop Boys" pode ter origem nos amigos de Chris Lowe, que trabalhavam num pet shop...
No entanto o single não foi bem sucedido. Em 86, com o lançamento de "Please", o primeiro álbum, West End Girls chega ao topo das paradas.
O lançamento de "Actually" em 87 mostra que o talento do duo não estava apenas em uma música. Ao contrário de inúmeras bandas que fazem sucesso com apenas uma música, os Pet Shop Boys mostram o que são capazes de fazer. O álbum inclui uma participação de Dusty Springfield em What have I done to deserve this?. Essa parceria foi tão boa que a cantora acabou tendo um álbum produzido por eles. Liza Minelli também teve um álbum produzido pelos Pet Shop Boys e ela regravou Rent , lançada em "Actually".
Dois álbuns de sucesso, singles nas paradas...como seria o álbum seguinte? "Introspective" foi lançado em 88 e tinha apenas 6 músicas. Esse é o álbum mais difícil de ser comentado. A música mais curta tem quase 7 minutos e a capa é cheia de listras coloridas, isso sem falar no encarte onde Tennant e Lowe aparecem com um cachorro no colo. Para alguns esse é o melhor álbum lançado pelo duo. Para outros, esse álbum é sem dúvida o melhor de toda a década de 80.Do introspectivo para o melancólico
Fim da década de 80. O muro de Berlim cai, a Guerra Fria está quase no fim e o Brasil elege Fernando Collor de Mello...enquanto isso na Inglaterra, o Depeche Mode lança "Violator" e os Pet Shop Boys?
O início dos anos 90 é marcado por Enjoy the Silence, single do recém-lançado "Violator" do Depeche Mode e os Pet Shop Boys lançam um álbum diferente dos anteriores. Com uma certa dose de melancolia, "Behaviour" é poético. Com músicas lentas de nomes longos, "Behaviour" disputa o primeiro lugar na preferencia dos fãs.
Quase três anos separam "Behaviour" de "Very", lançado no fim de 93. Mas a distância entre eles é muito maior. Músicas dançantes, roupas extravagantes e clipes recheados de efeitos especiais caracterizam o álbum que parece ter sido lançado por um outro Pet Shop Boys. Essa mudança traz muitas críticas. "Esse é apenas um álbum de músicas são comerciais...", essa é a principal crítica recebida por "Very".
O que dizer de "Bilingual"? Ainda parecido com "Very", "Bilingual" é um álbum que utiliza recursos desconhecidos nos álbuns anteriores. Se a vida É fez muito sucesso no Brasil e tem uma "batucada" típica do carnaval baiano e inclui trechos cantados em português. Discoteca e Single tem trechos em espanhol. It always comes as a surprise utiliza até berinbau e A red letter day traz a participação de um coral russo, já conhecido na regravação de Go west (do Village People).
Depois de "Bilingual", nenhuma música inédita foi lançada. Em 98 é lançado o "Essential", edição limitada que comemora o aniversário da gravadora EMI e traz lados B. O remake de Psicose no final de 98 trouxe a participação do Pet Shop Boys com a faixa Screaming. O single não teve muita divulgação. Foi lançado apenas na trilha sonora do filme e não teve clipe.
Finalmente sai "Nightlife" em 99. Sem batuques ou trechos cantados em líguas diferentes, o álbum tem a participação do Village People no single New York City Boy. Em I dont know what you want but I can't give it anymore, ou apenas IDK, Tennant e Chris aparecem de óculos escuros e cabelos arrepiados. Essa lembrança da extravagância visual de "Very" talvez seja a única coisa que lembra as músicas anos 90 dos Pet Shop Boys. "Nightlife" parece ser apenas uma prévia do que vai marcar a primeira década do ano 2000 na carreira do duo. Eles mudaram, mas a sonoridade anos 80 está marcada na carreira dos Pet Shop Boys.

THE SMITHS

O cenário pós-punk britânico no início dos anos 80 fez surgir uma das bandas de rock mais brilhantes que unia com perfeição a simplicidade e harmonia da guitarra, uma voz inconfundível, com letras que falavam de política com um humor ácido ou uma sensibilidade incomum sobre os conflitos da alma. The Smiths foi uma banda que durou pouco mais de cinco anos mas o seu legado musical e poético influencia bandas até hoje.
A velha Manchester na Inglaterra passava por uma fase de decadência após quase dois séculos de intensa industrialização e o desemprego assolava a maior parte da população operária. A falta de perspectiva, principalmente nos jovens era extremamente grande. Foi nesse contexto que surgiu The Smiths. Um guitarrista brilhante de descendência irlandesa, nascido em Manchester procurava por outras pessoas para montar uma banda. John Martin Maher (Johnny Marr) trabalhava numa loja de roupas chamada X Clothes em 1982. Desde os tempos da escola, ele tocava guitarra brilhantemente com seu amigo de infância Andy Rourke (baixista) em sucessivas bandas que soavam como o rock norte americano: Tom Petty e Neil Young em particular. Porém após algumas tentativas frustadas, ainda faltava um cantor decente. Então John lembrou-se de uma pessoa que havia encontrado por um breve momento num show da Patti Smith, anos atrás, quando ele tinha apenas 15 anos. Era o mesmo rapaz que estava um dia numa banda chamada The Nosebleeds junto com o guitarrista Billy Duff (depois pertenceu à banda The Cult) e que escrevia letras particularmente incomuns. Tanto John como esse cantor tinham um amigo em comum, Steven Pomfret que incentivou John a procurá-lo. Então, em maio de 1982, John Martin Maher de Wythenshawe, pegou um ônibus até a King’s Road, Stretford e bateu a porta de número 384. E encontrou Steven Patrick Morrissey que assim como Maher, de descendência irlandesa nascido em 22 de maio de 1959, Manchester. Mergulhado em livros de Oscar Wilde e filmes de James Dean, seu gosto musical caminhava por rock’n’ roll dos anos 50 (como Elvis Presley), bandas de garotas dos anos 60 (The Marvelettes, The Cookies, Sandie Shaw) e bandas glam rock dos anos 70 (T Rex, Sparks, Bowie) e punk (New York Dolls, Patti Smiths, Buzzcocks).
Encontrado o cantor, posteriormente chamaram um baterista de 19 anos, Mike Joyce, que conhecia Maher apenas de vista na X Clothes e que foi apresentado a a Maher por um amigo em comum. Este ficou impressionado com a habilidade e a energia de Joyce. Depois Andy Rourke foi chamado para substituir Dale Hibbert e completou-se a banda. John Maher mudou seu nome para Johnny Marr para não ser confundido com outro famoso John Maher em Manchester. Formava-se então The Smiths, nome escolhido por Morrissey.
No início da carreira, uma curiosidade é que a banda mandou uma fita demo para a Factory Records de Manchester, mas nem o dono do selo, Tony Wilson, nem o empresário do New Order, Rob Gretton ficaram impressionados com o material.O primeiro single que realmente fez sucesso (mas não a primeira música do The Smiths) e que fez com que a banda ficasse conhecida fora de Manchester foi “Hand in Glove” de 1983, que começou a tocar nas rádios britânicas. Lançado pelo selo independente Rough Trade, a banda se destacava pela voz inimitável de Morrissey e seu lirismo, além de um arranjo simples mas consistente das guitarras de Marr e com um baixo e bateria que inspiravam energia. “This Charming Man” foi o single seguinte, lançado no mesmo ano que consolidou o sucesso da banda. O primeiro álbum surgiu em Fevereiro de 1984 intitulada “The Smiths”. Em novembro do mesmo ano a banda lança “Hatful of Hollow” com músicas memoráveis como “Heaven Knows I’m Miserable Now” e “How Soon is Now”. Em Fevereiro de 1985 surge o álbum “Meat is Murder”, com clara defesa ao vegetarianismo. “The Queen is Dead” foi lançado em Junho de 1985, o título com dura crítica ao governo britânico, contém músicas inesquecíveis como “The Boy With the Thron in His Side”, “Bigmouth Strikes Again” e “There is a Light That Never Goes Out”. Nessa época Andy Rourke foi substituído pelo baixista Craig Gannon (ex-Aztec Camera), por estar envolvido com drogas, mas logo retornou à banda. A coletânea “The World Won’t Listen” foi lançada em março de 1987 e logo em seguida nos EUA surge a coletânea “Louder Than Bombs” em maio do mesmo ano. O último álbum da banda foi “Strangeways Here We Come” de Setembro de 1987 com músicas como “Stop me if You think You’ve Heard This One Before”, “Girlfriend in a Coma” e “Lats Night I Dreamt That Somebody Loved Me”. Após o final da banda, surgem ainda em Setembro de 1988 é o álbum “Rank”, gravado ao vivo e em 1992 os álbuns “Best I” e “Best II”, além de uma coletâneas de vídeos. Foi lançado ainda “Singles” e o último lançamento foi o álbum de coletâneas “The Very Best of The Smiths”.
A banda terminou em 1987 quando Johnny Marr decidiu sair da banda e junto com ele The Smiths chegaria ao fim. Depois dos Smiths, Marr tocou com muitas bandas como The Pretenders (que veio ao Brasil em 1988 junto com Marr), The The e Bryan Ferry. Em 1989 Johnny Marr juntou-se ao seu amigo Bernard Sumner do New Order para formar o duo Electronic que lançou três álbuns: Electronic, Raise de Pressure e Twisted Tenderness, este último de 2000. Esses trabalhos contaram com colaborações preciosas dos Pet Shop Boys e Karl Bartos do Kraftwerk. Johnny Marr ainda formou outra banda chamada Johnny Marr and The Healers.
Morrissey não encontrou alternativa a não ser seguir carreira solo. Bem sucedida, diga-se de passagem mas nenhum dos dois, nem Morrissey nem Marr conseguiram mais o mesmo brilho e genialidade que tinham juntos nos Smiths. Morrissey tem uma legião enorme de fãs pelo mundo todo que o adoram, mas ele mesmo confessou inúmeras vezes que Johnny fazia falta.
Andy Rourke e Mike Joyce tocaram algumas músicas com Morrissey depois do fim da banda. Porém, brigas por direitos autorais na justiça separaram ainda mais os membros da banda.
O que fazia do The Smiths especial era a união perfeita de letras e músicas de Morrissey e Marr. A voz fragilizada de Morrissey, que expressava os conflitos de sua alma, revelava também um homem consciente de sua época, não poupando criticas e sarcasmo a política britânica e à família real. Johnny Marr por sua vez, marcava o seu estilo com arranjos harmônicos de guitarra, diferentes das outras bandas de rock da mesma época, sem apelações. E todo este trabalho ganhava um acabamento diferenciado de bateria e baixo.
Após quase 18 anos o término da banda, suas músicas ainda permanecem na história. Como diz a letra de uma de suas musicas, é uma luz que nunca se apaga.

SIOUXIE &THE BANSHEES
SIOUXSIE AND THE BANSHEES nasceu em 1976 com Siouxsie Sioux nos vocais, Steve Severin no baixo, Marco Pirroni na guitarra e Sid Vicious na bateria. Isso foi no "Punk Festival" no London's 100 Club. Inicialmente, Siouxsie era apenas uma seguidora do Sex Pistols e depois resolveu montar sua própria banda. Apesar dos vários shows feitos em 76 e 77, a banda só lançou o primeiro single Hong Kong Garden seguido do álbum The Scream em 1978 pela Polydor, trazendo também uma cover dos Beatles, a Helter Skelter. Nessa época John McKay era o guitarrista e Kenny Morris o baterista. Em 1979 foi lançado o Join Hands, ainda com um estilo punk trazia a música The Lords Prayer, executada durante 20 minutos de estréia da banda no festival punk em 76. Ainda em 79, John McKay e Kenny Morris saíram da banda e para substituí-los entraram John McGeoch do Magazine (que depois viria a formar o The Armoury Show e o Visage ao lado de Billy Currie e Steve Strange) e Budgie.
Kaleidoscope, 1980 (o melhor de todos na minha opinião) iniciou a fase gótica da banda e fez de Siouxsie a Rainha dos góticos. Esse álbum contou com a participação de Steve Jones do Sex Pistols nas faixas Paradise Place e Skin. Sintetidazores também foram utilizados e muito bem na Red Light. Christine e Happy House fizeram muito sucesso e conquistaram mais fãs que não ligaram para as críticas das publicações inglesas que chegaram a classificar o álbum como inaudível.
Em 1981 foi lançado Juju, considerado por muitos fãs o melhor disco da carreira da banda com músicas maravilhosas como Arabian Knights e Spellbound. Nesse mesmo ano foi lançada a primeira coletânea: Once Upon A Time: The Singles, incluindo as clássicas Israel e Love In A Void, um ótimo álbum para quem quer conhecer os primeiros anos da banda.
A Kiss In The Dreamhouse (outro disco excelente) veio em 1982 com um estilo mais experimental. A voz de Siouxsie soa mais suave, pois por recomendações médicas ela teve que maneirar para não perder a voz de vez e ter de ficar sem cantar pro resto da vida. O disco traz belíssimas canções como Cascade, Green Fingers, Painted Bird e Slowdive. Sai John McGeoch por causa dos desentendimentos com Siouxsie e entra Robert Smith, que participou da turnê de 83, dando resultado ao álbum duplo ao vivo Nocturne.
Hyaena veio em 1984, com a participação de Robert Smith na guitarra, que após a gravação abandonou a banda por causa dos desentendimentos com Siouxsie. A seguir palavras da "chefona" comentando a saída do líder do Cure: "Robert Smith diz que as cordas de Dazzle estragaram a música, mas ele não estava muito envolvido em Hyaena e seus comentários sobre ele são orgulho ferido. Deixamos que participasse mas ele não o fez, isso foi culpa dele. Não foi uma união ideal e nós dois saímos. Algumas vezes eu o chutei no saco. Tinha dias em que ele chegava com cerca de três horas de atraso, e eu odeio esse tipo de coisa. Ele se costuma se mexer muito, o que me irrita." Entra John Carruthers Valentine, que participaria dos dois álbuns seguintes.
O próximo álbum só viria em 86, o Tinderbox, trazendo o maior sucesso da banda Cities In Dust. Siouxsie não tem boas lembranças dessa época pois durante a turnê em 85 ela deslocou o joelho no palco, machucou um nervo nas costas e brigava freqüentemente com Bugdie por causa de ciúmes, chegando a chutar uma janela de vidro. Mesmo assim, a banda fez uma participação no filme Out Of Bonds - Chuva de Chumbo cantando Cities In Dust.
86 também foi o ano da turnê em terra brasilis, fizeram memoráveis shows em novembro em São Paulo (27 e 28), em Santos (29) e Rio (30 e 01/12).
Após o disco de covers Through The Looking Glass (com The Passanger de Iggy Pop e Hall of Mirrors do Kraftwerk, numa versão feminina/adpatada da letra que seu refrão inspirou o nome do álbum), de 1987, a banda ficou mais pop nos trabalhos seguintes. Esse álbum de covers segundo Siouxsie foi muito bom para recuperação da forma da banda, que estava péssima.
Peepshow veio em 88 com boas músicas já com Martin McCarric (da banda do Marc Almond) nos teclados e Jon Klein na guitarra.

SPANDAU BALLET
Em 1979 o movimento New Romantic estava no auge. Eram comuns nos jornais ingleses frases como “Os New Romantics estão aqui!”. Eles prestavam muita atencão na aparência, sendo rapidamente identificados nas ruas de Londres por suas roupas e incriveis penteados. Bandas como Duran Duran, Classic Noveaux e Visage seriam os expoentes desta nova era de romantismo.
Foi nesta época que quatro colegas de escola londrinos, Gary Kemp (tocando guitarra), Tony Hadley (vocal), Steve Norman (saxophone e percussão), John Keeble (bateria), junto com um amigo deles, Richard Miller (baixo), decidiram formar uma banda, The Makers, tocando em alguns pubs do East-End. Entretanto logo após uma pequena viagem a Berlin, o irmao de Gary, Martin Kemp substituiu Richard e a banda mudou o nome para Spandau Ballet. O novo nome foi inspirado de uma inscrição no muro de uma prisão em Spandau - Berlin. Chamando um outro colega de escola, Steve Dagger, para atuar como empresário, o grupo tocou em vários locais, inclusive em um Cruzeiro britânico ancorado próximo a Torre de Londres, no mais puro estilo New Romantic. Foi tanto o sucesso, que o proprietário da Island Records, Chris Blackwell ofereceu um contrato, mas este foi rejeitado, e ao invés o grupo formou o seu próprio selo, Reformation.No inicio dos 80 eles foram filmados para um documentário da televisão e logo após licenciaram o selo através da Chrysalis Records. O primeiro sucesso To Cut A Long Story Short alcançou o Top 5 da parada britânica, havendo a gravação do primeiro album, Jorneys to Glory. No ano seguinte apareceram os singles The Freeze e Musclebound. Com o single Chant n 1 (I Don’t Need This Pressure On) que alcançou o Top 3, a banda revelou uma tendência mais para o soul/funk junto com uma nova imagem. Seguiram singles sem muito sucesso como Paint Me Down, She Loved Like Diamond e Instinction, este ultimo com produção de Trevor Horn.Em 1983 o grupo seguiu uma direção mais pop com o album True, conseguindo chegar ao topo da parada britânica e entre as dez dos EUA com o hit True. Começaram a circular na imprensa boatos sobre a rivalidade entre Spandau Ballet e Duran Duran, mas ao que parece eram só boatos, nao havia inimizades. Talvez como prova disso, há a participação das duas bandas no projeto de Bob Geldof para ajudar os africanos, Ban-Aid em 1984.Seguiram -se outros sucessos, incluindo Only When You Leave, Higly Strung e Round And Round. Uma longa dusputa legal com a Chrysalis impediu o trabalho do grupo até eles assinarem com a CBS/Columbia Records em 1986 quando gravaram o album Through The Barricades. Em 1989 saiu o album Heart Like A Sky. Desde então os irmaos Kemp começaram a atuar no cinema. Tony continuou em carreira solo. Em um de seus albuns ele regravou sucessos de outros artistas, incluindo a musica Save a Prayer com participação de Simon Le Bon nos backing vocals e participou de uma musica do album The Time Machine de 1999 do Alan Parsons Project. Steve e John tambem gravaram alguns albuns. Questionado sobre a volta do Culture Club e Howard Jones, Martin Kemp disse que agora prefere ser ator do que musico. Já em maio de 2000 Tony, Steve e John apresentaram os maiores hits do Spandau em dois shows em Dublin e Londres. E apesar de alguns problemas com direitos autorais em 99, a banda nunca se separou oficialmente.